Coluna 1

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Análise da ‘Lagoa Azul’ será entregue à Semma nesta segunda

A Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) apresentará à Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), nesta segunda-feira (28), o resultado da análise da água da ‘Lagoa Azul’, localizada no bairro Amparo, em Santarém.

A coleta do material foi realizada por pesquisadores e técnicos do Laboratório de Biologia Ambiental da instituição no dia 21 de julho.

O lugar foi descoberto no início do mês de julho e passou a receber muitos visitantes depois de divulgações de fotos na internet. A tonalidade azul esverdeada da água atraiu muitos curiosos que passaram a utilizar o espaço para lazer e alternativa para se refrescar em dias de calor. 

Foi então que começaram a surgir questionamentos sobre a proveniência da água, e se o lugar era adequado para banho. Nas redes sociais, muitas pessoas compartilharam informações de que a água estava contaminada e poderia até dar câncer de pele.

Diante dos comentários, a Semma e a Ufopa recomendaram que a população não utilizasse o local para banho até que o resultado da análise fosse divulgado.

No próprio local, os pesquisadores verificaram a caracterização da água quantos aos parâmetros de qualidade microbiológicos e físico-químicos. “Nós analisamos o oxigênio, a temperatura e o PH, porque é importante a aferição deles aqui no próprio local. 

No entanto, esses dados ainda não são suficientes para uma afirmação sobre a qualidade da água para a balneabilidade - conforme dispõe a resolução 274 do Conama, e nem quanto à resolução 357 também do Conama, que dispõe sobre a qualidade das águas superficiais e os padrões de lançamento de efluentes. 

Outros parâmetros serão determinados em laboratório, e, a partir de todas as análises, poderemos inferir sobre a qualidade de forma geral. Porém o que verificamos in loco, é que a temperatura, apesar da chuva, estava sim elevada. 

A quantidade de oxigênio é significativa. O PH é bastante alcalino, e provavelmente isso está relacionado aos minerais dissolvidos no fundo, que dá esse aspecto mais claro a ela”, adiantou a bióloga Dra. Ynglea Goch, pesquisadora que acompanhou a atividade.

Para o Prof. Dr. Reinaldo Peleja, coordenador do laboratório de pesquisa que esteve no dia da coleta no local, a caracterização da água é fundamental, porém entender a origem, a formação e os fenômenos que ocorrem na área também são importantes. 

“Na verdade, a cor verdadeira da água da lagoa não é azul, esta coloração aparente é decorrente de um fenômeno físico de absorção e dispersão da luz que ocorre na superfície de corpos d’água transparente, potencializado pelo reflexo do fundo de argila branca da mesma. 

Toda essa água acumulada formou um açude, uma cava abandonada que está preenchida com o acúmulo da água de chuva”, explicou. Em entrevista à TV Tapajós, o filho do proprietário do terreno, José Airton Sousa, esclareceu que no local é realizada a extração de argila e nunca existiu fonte de água no terreno. 

Ele enfatizou que a entrada no local não está autorizada e a população deve obedecer a placa que indica ‘Área de Risco’, a não ser as pessoas com caçamba que buscam material para fins de olaria. (G1 Santarém)

Nenhum comentário:

Postar um comentário