Coluna 1

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Justiça Eleitoral promete mais rigor contra a boca de urna

A Justiça Eleitoral expediu ontem recomendação aos juízes e promotores eleitorais para que reforcem a fiscalização contra a prática de “boca de urna” no dia da eleição. 

O documento traz, dentre outros pontos, instruções sobre o poder de polícia da Justiça Eleitoral e o esquema de segurança que será montado em todo o Estado para o pleito.

Em Belém, será montado na sede do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), um Gabinete Integrado de Operações de Segurança Pública, sob a coordenação do secretário adjunto da Secretaria de Segurança Pública do Estado (Segup), coronel Mário Solano, e também composto pelo comandante do Exército, pelas polícias Civil, Militar, Federal e Rodoviária Federal, pelo Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal, Departamento de Trânsito e pela Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob).

O presidente do TRE, desembargador Leonardo de Noronha Tavares, informou que este gabinete estará ligado ao Centro Integrado de Operações (Ciop) e também ao sistema de câmeras de segurança pública. “Será tudo monitorado e as ocorrências serão informadas a este gabinete, que vai monitorar a segurança em todo o Estado. O objetivo é garantir eleições tranquilas no Estado”, afirmou.

Ontem, o procurador regional eleitoral, Allan Mansur, informou que vai pedir reforço no número de promotores designados para atuar nas eleições. Atualmente, são 104 em todo Estado, mas foram pedidos mais 22 para os municípios onde o promotor local identificou uma grande demanda por fiscalização no dia da votação. O pedido deverá ser apreciado pela Justiça Eleitoral.

Nestas eleições, mais de 20 mil profissionais vão trabalhar na segurança no dia das eleições. As tropas federais estarão presentes em 56 municípios, com 5,5 mil homens. Nos demais, a segurança local será reforçada pelo contingente da Força Estadual.

De acordo com informações da Segup, no dia do pleito, atuarão mais de 3 mil policiais civis nas delegacias e nos 144 municípios do Pará. Ao todo, 73 cidades do interior do Estado, que não contam com as presenças do Exército Brasileiro e da Polícia Federal, receberão 222 policiais civis, entre delegados, escrivães e investigadores, oriundos da capital.

O reforço irá se somar aos policiais civis e militares que trabalham nessas cidades, para garantir a segurança da população local e das pessoas que se deslocarem aos municípios para votar.

No dia da votação, todas as unidades da Polícia Civil, como delegacias, seccionais urbanas e divisões especializadas, funcionarão em regime normal de trabalho, para atender às demandas de ocorrências. A instituição policial terá atuação suplementar no acompanhamento das ocorrências policiais, já que os procedimentos de crimes eleitorais são de competência da Polícia Federal.

Em entrevista à Agência Pará, a delegada geral adjunta da Polícia Civil, Christiane Ferreira, que fará parte da coordenação da operação, informou que nas cidades em que houver ou não a presença da Polícia Federal, as delegacias da Polícia Civil estarão de prontidão, no dia do pleito, para fazer os procedimentos de flagrante, se houver, e encaminhar os processos para a Justiça Eleitoral. “Se houver necessidade, as delegacias receberão mais reforços de policiais civis”, afirmou. (O Liberal)

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