Coluna 1

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Pará apresenta melhora na educação, trabalho e renda

A população paraense chegou a quase 8 milhões de pessoas em 2013, de acordo com os números apresentados na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2013. Segundo os resultados do levantamento, produzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgados ontem, o número de cidadãos residentes no Pará cresceu 1,33% entre 2012 e 2013, variando de 7,8 milhões a 7,9 milhões de brasileiros nos limites desta Unidade da Federação (UF). 

No Estado, 6,8 milhões de indivíduos são naturais do Pará, soma que totaliza 85,5% da população, quase um ponto percentual (p.p.) a mais do que em 2012. Quem ajuda a completar a conta são os cidadãos de outros Estados que chegam ao Pará em busca de oportunidades. 

O Maranhão tem o maior número de representantes no Pará (481 mil), seguido do Ceará (120 mil) e do Tocantins (107 mil). Com menos naturais residindo no Estado nortista estão Sergipe e Roraima. Mesmo assim, cerca de 2 mil sergipanos e mil roraimenses moram no Pará.

O IBGE calculou que há 4 milhões de homens e 3,9 milhões de mulheres vivendo no Pará. Quase todos os cidadãos que moram no Estado se declaram pardos (5,8 milhões). Os brancos são 1,5 milhão de pessoas, os pretos tem 539 mil representantes, os amarelos tem um conjunto de 12 mil cidadãos e se consideram indígenas 42 mil indivíduos do Estado. O IBGE calculou 2,4 milhões de pessoas morando nas zonas rurais do Pará e 5,5 milhões em meio urbano. 

A maioria dos residentes do Estado tem entre 25 e 39 anos de idade, grupo que possui 1,9 milhão de pessoas e totaliza 23,9% da população paraense. O segundo conjunto etário com mais espaço (20,1%) na população do Pará é formado por 1,6 milhão de pessoas com idade entre 40 e 59 anos.

Mais educação e menos analfabetismo
A população cresceu e mais crianças, jovens e adolescentes ingressaram nas instituições de ensino fundamental e básico do Pará, como aponta a Pnad 2013. As salas de aula do Estado ganharam mais 2 mil alunos entre 2012 e 2013, conforme indica a avaliação dos números apresentados. 

O total de estudantes chegou a 2,5 milhões de pessoas no Estado, sendo que há 0,7% crianças de seis a 14 anos a mais estudando (1,4 milhões) e 5,6% adolescentes de 15 a 17 anos a mais (411 mil) matriculados na escola. Os números observados no Pará superam a média nacional. No País, o total de estudantes de seis a 14 anos caiu 1,7% de um ano para o outro. 

E a quantidade de alunos com idade entre 15 e 17 anos cresceu 0,5%. 
O Pará tem, na análise da Pnad 2013, 311 mil estudantes na faixa etária de 18 a 24 anos, 216 mil com mais de 25 anos de idade e 200 mil com quatro ou cinco anos de vida. Mais de 80% da população paraense com idade entre seis e 17 anos está escolarizada. 

E o percentual de crianças com quatro ou cinco anos escolarizadas aumentou de 67,9% para 73,9% entre 2012 e 2013. Esse dado ajuda a embasar o fato de que entre as pessoas com cinco ou mais anos de idade, residentes no Estado, 6,4 milhões estão alfabetizadas, 100 mil cidadãos a mais do que o registrado pela Pnad 2012. 

O total de analfabetos caiu 4,2%, chegando a 938 mil pessoas do Pará, esse desempenho é melhor do que a média nacional, que a aponta queda de 1,6% de analfabetos no País. A Pnad 2013 encontrou 4,5 milhões de alfabetizados nas cidades e 1,8 milhão de alfabetizados no campo.

Em 2013, o IBGE observou que havia 2,5 milhões de estudantes do Pará matriculados na pré-escola (205 mil), no ensino fundamental (1,6 milhão), no ensino médio (432 mil) e no 3º grau (198 mil). Desse universo de alunos, 2,2 milhões estavam matriculados em escolas da rede pública e 341 mil credenciados em instituições privadas.

Mercado de Trabalho
Em 2013, o Pará tinha 3,7 milhões de pessoas economicamente ativas, ou seja, pessoas inseridas no mercado de trabalho ou procurando conseguir um emprego, sendo 2,5 milhões no meio urbano e 1,1 milhão das zonas rurais. Trabalhando de fato estavam 3,4 milhões de pessoas, sendo 2,1 milhões de homens e 1,3 milhão de mulheres. 

Ao todo, são 5,7 milhões de pessoas do Estado em idade ativa, aptas para o exercício de atividades econômicas. Esse grupo compreende aqueles com 15 anos ou mais de idade ou 10 anos ou mais de idade.

Na semana de referência Pnad, período em que foi feito o levantamento, o grupo etário com mais representantes no mercado de trabalho tinha entre 30 e 39 anos (81,3%). Entre os adolescentes (15 a 17 anos), 30,8% estavam no mercado de trabalho e entre os idosos (60 anos ou mais), 32,2% estavam trabalhando.  A taxa de desocupação no Estado era de apenas 7,3%

No total, 76% das pessoas com 11 anos ou mais de instrução estavam empregadas, enquanto 52,5% dos cidadãos com menos de um ano de instrução se mantinham no mercado de trabalho. Entre as mulheres, 67,2% da população possuía 11 anos ou mais de instrução e estavam empregadas, enquanto entre os homens esse percentual era de 87,4%, superando a média do Estado. 

Os dados da Pnad 2013 registram que o Pará tem 22,3% dos seus trabalhadores no segmento agrícola, 11,9% na indústria, 10,3% na construção, 18,1% no ramo do comércio e 37,2% empregados no meio dos serviços. O rendimento médio mensal das pessoas economicamente ativas no Pará é de R$ 1,1 mil na Pnad 2013, 3,1% superior em relação à Pnad 2012. A média salarial dos homens (R$ 1,2 mil) é superior à das mulheres (R$ 1 mil).

Preocupadas com a renda e com o futuro, 99 mil pessoas estavam trabalhando em dois empregos no Estado ou contribuindo para a previdência privada. O percentual de contribuintes da previdência social era de 38,7%, 2.2 p.p. a mais do que o calculado na Pnad 2012. 

Para a previdência privada contribuíam 59 mil pessoas, sendo que a maioria delas (57 mil) só trabalhava em um local. A participação desse público nas previdências privadas cresceu 29,5% de 2012 para 2013. 

Casa arrumada
O Pará tem, segundo a Pnad 2013, 2,2 milhões de domicílios particulares permanentes, ou seja, locais que foram construídos exclusivamente para servir à habitação. São 100 mil residências a mais (4,7%) do que observado na Pnad 2012, onde o número de domicílios particulares registrados chegou a 2,1 milhões. Quase todos os domicílios particulares possuíam luz elétrica. 

O IBGE registrou que de 2012 para 2013 o número de domicílios particulares com luz cresceu 2,85% e 2,1 milhões de residências passaram a compor este contexto. O total de domicílios particulares sem luz elétrica caiu 18,6% da Pnad 2012 para a Pnad 2013, em todo o Brasil a queda foi de apenas 3,6%. 

Os pesquisadores apontaram que no Pará são, em média, 3,4 pessoas por domicílio, 0,1 a mais do que na Pnad 2012. No ano passado, o IBGE encontrou 2,1 milhões de domicílios com fogão, 661 mil com filtro de água, 1,9 milhão com geladeira, 330 mil com freezer e 723 mil com máquina de lavar roupa. O número de casas com geladeiras aumentou 5,5% e o total de máquinas de lavar roupa subiu 19,5% entre 2012 e 2013. 

De acordo com o apurado pela Pnad 2013, 1,1 milhão de domicílios possuíam pelo menos um aparelho de rádio, 2 milhões contavam com aparelhos de televisão, 1,4 milhão tinham aparelho de dvd, 571 mil estavam equipados com computador, 363 mil com um carro ao menos e 604 mil com motocicleta. 

Os aparelhos, equipamentos e veículos que mais ganharam espaço nesse universo de domicílios particulares entre 2012 e 2013 foram os televisores (5,2%), os computadores (6,9%) e as motocicletas (12,6%). 

O número de domicílios com acesso a internet cresceu de 417 mil para 442 mil. No Pará, 1,8 milhão de pessoas possuía telefone no período em que a pesquisa foi feita, 1,5 milhão apenas celular e 273 mil celular e fixo convencional. Em 2012, o total de cidadãos do Estado com celular (apenas) era de 1,4 milhão.
(ORM News Brasília)

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