Coluna 1

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Pará terá 100% de cobertura da vacina de Hepatite A

O Ministério da Saúde anunciou ontem (17) que a partir deste mês o País inteiro estará protegido contra a Hepatite A. A Pasta encaminhará até o final de 2014, cerca de 2,7 milhões de doses da vacina que combate a doença. 

Ao Pará o governo encaminhará 58 mil doses para atender 138 mil crianças com idade entre um e dois anos. A meta para o primeiro ano é imunizar pelo menos 95% do público-alvo – cerca de três milhões de crianças em todo o País.

A introdução da vacina no Sistema Único de Saúde (SUS) começou no último mês de julho, sendo disponibilizada gradativamente pelos Estados à população. O esquema vacinal preconizado pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, prevê uma dose única da vacina. Entretanto, será feito monitoramento da situação epidemiológica da doença para definir sobre a necessidade de inclusão de uma segunda dose no calendário da criança.

Para o ministro da Saúde, Arthur Chioro,  a introdução da vacina é um grande avanço para a melhoria da saúde da população. “Já houve redução significativa da circulação viral da hepatite A no país com a melhoria das condições sanitárias. Com a vacinação das crianças, grupo mais vulnerável e exposto à doença, podemos diminuir ainda mais a circulação deste vírus”, avalia o ministro.

A vacina contra a hepatite A é segura e, praticamente, isenta de reações adversas. Como em qualquer outra vacina, podem ocorrer alguns efeitos, como inchaço no local da aplicação e vermelhidão, ou outras reações generalizadas, como fraqueza, cansaço, febre e dores no corpo.

O Ministério da Saúde investiu R$ 111,1 milhões na compra de 5,6 milhões de doses da vacina, que serão utilizadas este ano e em 2015.  Na avaliação do secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, a vacina contra hepatite A passa a ser uma importante ferramenta de prevenção da doença. “A vacina, tomada na infância, gera proteção para a vida inteira e evita casos graves e óbitos, causados pela doença”, explica o secretário.

SOBRE A DOENÇA 
A hepatite A é habitualmente benigna e raramente apresenta uma forma grave (aguda e fulminante). De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), todos os anos ocorrem cerca de 1,4 milhão de casos de hepatite A no mundo, sendo identificados casos esporádicos e epidemias. No Brasil, estima-se que ocorram por ano 130 novos casos a cada 100 mil habitantes.

A principal forma de contágio da doença é a fecal-oral, por contato entre as pessoas infectadas ou por meio de água e alimentos contaminados. A estabilidade do vírus no meio ambiente e a grande quantidade de vírus presente nas fezes dos indivíduos infectados contribuem para a transmissão. 

A disseminação está relacionada com infraestrutura de saneamento básico e a aspectos ligados às condições de higiene praticadas.
Rafael Querrer (ORM - Sucursal Brasília)

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