Coluna 1

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Polícia vai pedir prisão de atendente por ficar com R$ 6 mil

O funcionário do setor de informações do aeroporto de Belém, Marco Antônio Cavalcante de Oliveira, a atendente de lanchonete Gabriela Sena e a amiga dela, Jéssica Oliveira, ficaram frente a frente nesta sexta-feira (19), na delegacia do Aeroporto Internacional de Belém.

O objetivo foi esclarecer o desaparecimento de R$ 6 mil encontrados no banheiro do aeroporto, que, segundo Gabriela, foram entregues a Marco Antônio no setor de informações. O atendente negou ter recebido a quantia, mas imagens do circuito de segurança do aeroporto mostram o momento em que ele recebe um envelope da jovem.

As duas jovens foram as primeiras a chegar na delegacia. O acusado chegou ao aeroporto, por volta das 8h30, com o rosto coberto por um blazer e acompanhado por um advogado. Todos foram direto para a sala da delegacia, onde foram ouvidos pelo delegado Paulo Tamer, que preside o inquérito sobre o caso. 


Na saída Marco Antônio falou rapidamente com a imprensa e voltou a negar que tenha se apropriado do dinheiro. 'Não peguei envelope algum. A única coisa que peguei foi um papel dobrado onde anotei informações sobre o setor que trabalho. 

Não conferi nada porque não tinha o que conferir. Na hora em que apareço mexendo na gaveta estava tirando um maço de cigarros', alegou o atendente, informando que trabalhava no posto de informações há dois meses.

Gabriela Sena rebateu a declaração do atendente durante a acareação. 'Não fomos pegar informações porque trabalhamos no aeroporto e conhecemos a rotina daqui', argumentou. A amiga dela, Jéssica Oliveira, disse estar indignada com as declarações de Marco Antônio. 'Ele agiu de má fé. Acabou com a própria vida dele porque está mentindo. Nós entregamos o dinheiro para ele e voltamos para saber o que tinha sido feito', disse.


O delegado Paulo Tamer explicou que a acareação foi feita como uma forma de esclarecer a divergência entre os dois, mas que as imagens são uma prova concreta do crime cometido pelo atendente. 'Pela acareação, acreditamos que foi ele mesmo. 

As imagens falam por si. Vamos aguardar a perícia e o caso será encaminhado para a Justiça. Ele será indiciado hoje mesmo pelo crime de apropriação indébita na forma qualificada e vamos pedir a prisão preventiva dele', afirmou o delegado. O crime tem pena que varia de 1 a 4 anos e ainda será acrescida de 1/3 pela qualificação.

A empresa Prestacom, que presta serviço terceirizado para o aeroporto de Belém no setor de informações, se comprometeu a arcar com a devolução do dinheiro para a comerciante que esqueceu o envelope no banheiro. O dinheiro é fruto de um empréstimo que ela fez para comprar confecções em Fortaleza e revendê-las em Belém. (ORM News)

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