Coluna 1

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Unidade Materno Infantil Almir Gabriel, na Santa Casa, realizou mais de 4 mil partos

A Unidade Materno Infantil Dr. Almir Gabriel, principal prédio da Santa Casa de Misericórdia do Pará, completou um ano de inauguração, com uma nova relação entre usuário do serviço público de saúde e o servidor, pautado em um atendimento humanizado, para uma clientela oriunda essencialmente do Sistema Único de Saúde (SUS). 

O Governo do Estado investiu R$ 121.292.845,00 nas obras físicas, e mais R$ 48.973.991,00 em aquisição de equipamentos de alta tecnologia.

A unidade oferece atendimento de urgência e emergência obstétrica, com 406 leitos, distribuídos entre a UTI neonatal (62 leitos), UCI (Unidade de Cuidados Intermediários) neonatal (80), maternidade (157), pediatria (71), UTI materna (10), UTI pediátrica (10) e ginecologia (16).

A presidente da Fundação Santa Casa, Ana Conceição Matos Pessoa, ressaltou que os desafios da instituição são inúmeros. "Trabalhamos sempre para o bem estar do nosso usuário. A Santa Casa tem uma responsabilidade enorme com a demanda de Belém, e também de pacientes do interior. É nossa missão e desafio garantir um atendimento qualificado e humanizado à população", disse ela.

Um levantamento realizado pela Ouvidora da Santa Casa, que mediu o grau de satisfação dos usuários atendidos durante o primeiro semestre de 2014, apontou que 80% dos usuários aprovam os serviços oferecidos pela instituição.

Maternidade - Os números da maternidade na Unidade Almir Gabriel expõem a complexidade da Santa Casa. Desde que o serviço foi transferido para a nova estrutura, já foram realizados mais de 4 mil partos. 

Como a referência é para partos de alto risco, as cirurgias cesarianas constituem o maior número de procedimentos, embora a diferença não seja tão significativa. As pacientes são, em sua maioria, provenientes do interior do Estado, como Cristiane da Silva, 40 anos, natural de São Caetano de Odivelas, município do nordeste paraense.

 "A equipe de enfermagem me recebeu muito bem, e também me passou dicas de cuidados com o meu bebê. Felizmente, tudo correu bem e eu fiquei muito à vontade", declarou Cristiane.

A maternidade atende, ainda, usuárias em regime de urgência e emergência, nas áreas de ginecologia e obstetrícia. Em um ano, o setor de acolhimento obstétrico registrou mais de 30 mil atendimentos. O serviço é feito de forma ininterrupta, em plantões de 24 horas, todos os dias da semana, atendendo tanto a demanda espontânea quanto a referenciada. 

O atendimento pode resultar em simples orientação, consultas, observação clínica de até 12 horas ou até internação. A taxa de ocupação na maternidade chega, em média, a 90,4%.
Um ganho considerável para o atendimento na Santa Casa foi a implantação do heliponto. 

O trabalho de resgate aéreo é feito com o apoio do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp). Com autorização prévia, a Santa Casa acolhe pacientes transportados do interior por via aérea, como é o caso de uma moradora de Breves, município do Arquipélago do Marajó, que utilizou o serviço recentemente. Diante de uma ameaça de parto prematuro, ela precisou ser transportada com urgência para Belém, acompanhada do seu bebê.

Pediatria – O setor de pediatria, localizado no 6º andar da nova Unidade, também registra uma alta demanda, embora não seja um atendimento de portas abertas. As consultas e internações precisam ser cadastradas no sistema de regulação do município ou do Estado. No setor, a taxa de ocupação hospitalar atinge a marca de 85%.

Um dos principais problemas que a Santa Casa ainda enfrenta, a demanda de porta aberta, acaba prejudicando o atendimento de crianças devidamente reguladas. Em média, seis crianças são acolhidas para atendimento especializado de segunda-feira a domingo. 

A média de permanência de um paciente é de 12 dias, sendo que alguns evoluem para a cirurgia. É o caso da filha de Thais de Oliveira, 23 anos, moradora do município de Breu Branco, no sudeste paraense. "Gostei do atendimento da nova Santa Casa. 

Aqui tem tudo, e os funcionários sempre estão por perto pra ajudar. Conheci a Santa Casa antiga, e posso dizer que agora tudo é bem diferente", afirmou ela. A instituição também dispõe de 10 leitos na Unidade de Tratamento Intensivo Pediátrico.

Programas - A Fundação mantém programas de qualidade reconhecida no atendimento integral ao recém-nascido. O Banco de Leite Humano faz um trabalho essencial para a alimentação adequada de bebês cujas mães não podem amamentar. 

O trabalho de coleta, considerado uma referência estadual, é feito por meio de captação interna (envolvendo berçário, posto de coleta, sala de ordenha e maternidade) e externa, esta última realizada em parceria com o Corpo de Bombeiros. Somente na nova estrutura já foram coletados mais de 2 mil litros de leite materno.

Outro programa de assistência ao recém-nascido de baixo peso é o Método Canguru, cujo objetivo é permitir o ganho de peso gradual do bebê, com a participação direta da mãe. Os dados apontam para aproximadamente 500 crianças internadas, nas três etapas do método, ao longo de 2014.

Uma delas foi o bebê de Renata Ferreira, 30 anos, que teve parto prematuro em função de um quadro de pressão alta. Hoje, o recém-nascido, com um mês de vida, já está próximo de 1,7 kg. "A Santa Casa mudou demais. 

Tive uma filha na antiga maternidade, e hoje posso ver a diferença no conforto e na assistência. O Método Canguru é ótimo. Se não fosse o programa, não sei o que seria da gente", contou Renata Ferreira.
Nilson Cortinhas - Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará
Agência Pará de Notícias

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