Coluna 1

sexta-feira, 27 de março de 2015

Crescimento brasileiro é o 3º pior entre os países do G20

Entre os países do G-20, grupo que engloba as economias mais industrializadas do planeta, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil teve um dos piores desempenhos em 2014. Só ficou à frente de Itália, cuja economia retraiu 0,4% em 2014, e do Japão, que teve crescimento zero.
Entre os integrantes do Brics, grupo de economias consideradas emergentes, o Brasil também decepcionou. 

 A China cresceu 7,4%; a Índia, 7,2% e o crescimento projetado para a Rússia, mesmo com a queda do preço do petróleo e a tensão com a Ucrânia, é de 0,3%. Já na comparação com a América Latina, o desempenho da economia brasileira também ficou aquém de outras na região. O Brasil foi superado pelas economias da Argentina, que apresentou crescimento de 0,5%, e do México, que registrou expansão de 2,1%.

Na Europa, os países da zona do euro retomaram o crescimento depois da crise de 2008. A Alemanha cresceu 1,6%, enquanto o Reino Unido expandiu-se 2,6%. Na média, entre os países da zona do euro, o crescimento foi de 0,9%.

Ranking elaborado pela agência de classificação de risco Austin Asis mostra que mesmo com a estagnação da economia brasileira em 2014, o país se mantém como a sétima maior economia do mundo, com PIB de US$ 2,3 trilhões, à frente de economias como Índia (8ª), Itália (9ª) e Rússia (10ª). Os Estados Unidos continuam sendo a maior economia do planeta, com PIB de US$ 17,4 trilhões, seguidos pela China, com US$ 10,4 trilhões.

— No campo doméstico, a instabilidade econômica no país, em 2014, trouxe impactos negativos sobre o crescimento. No plano externo, o fim dos estímulos à economia americana e a expectativa de uma alta de juros no segundo semestre vem alterando a paridade das principais moedas do mundo, entre elas o real, em relação ao dólar — explica Alex Agostini, economista-chefe da Austin Asis, que elaborou o ranking.

Além disso, a China, principal parceiro comercial do Brasil, vem crescendo a um ritmo mais lento e há o problema da Grécia, na zona do euro, o que também traz instabilidade econômica, observa Agostini.

Veja o ranking das dez maiores economias do mundo em 2014

Crescimento em 2014
China 7,4% (US$ 10,4 trilhões)
Índia 7,2% (US$ 2,1 trilhões)
Estados Unidos 2,4% (US$ 17,4 trilhões)
Reino Unido 2,6% (US$ 2,7 trilhões)
Alemanha 1,6% (US$ 3,7 trilhões)
França 0,4% (US$ 2,8 trilhões)
Rússia 0,3% (US$ 1,8 trilhão)
BRASIL 0,1% (US$ 2,3 trilhões)
Japão zero (US$ 4,5 trilhões)
Itália -0,4% (US$ 2 trilhões)
Fonte: Austin Asis
(O Globo)

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