Coluna 1

quarta-feira, 18 de março de 2015

Potencialidades do Pará são destaque em evento empresarial

A localização estratégica do Pará em relação ao mercado internacional e o atual estágio da infraestrutura de logística, além dos investimentos previstos para os próximos anos em ferrovias, hidrovias, rodovias e aeroportos, são atrativos ressaltados pelo governador Simão Jatene ontem terça-feira (17), em São Paulo (SP), durante o seminário promovido pela organização Japan External Trade Organization (Jetro) e a Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil.

No evento, que reuniu mais de 60 representantes, diretores e presidentes de empresas japonesas instaladas no Brasil, foi apresentado o potencial de investimento em diversas áreas no Estado.

Durante a apresentação, Simão Jatene frisou que, para a Europa, em relação ao Porto de Rotterdam, na Holanda, a partir do Pará são 7.746 quilômetros, contra mais de 10 mil km dos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR). 

Em relação à Ásia, os caminhos também são mais curtos, tanto pelo Cabo da Boa Esperança quanto pelo Canal do Panamá, duas rotas com cerca de 5 mil quilômetros a menos até o Porto de Xangai, na China. Na logística interna, o Pará conta com quase 5 mil quilômetros de estradas, interligando todas as regiões do Estado.

Segundo Yasuhiro Ishida, diretor-presidente da Jetro no Brasil, o seminário é uma boa oportunidade para aproximar as instituições, governos e empresas, e assim possibilitar o diálogo e iniciar parcerias. "A maior parte das grandes empresas japonesas instaladas no Brasil tem sede em São Paulo, onde ficam os representantes, diretores e presidentes. 

E eles conhecem muito pouco sobre outros Estados do Brasil. Essa é uma chance, então, de trazer o Pará para perto deles e apresentar todo o potencial para um grupo grande de investidores, que passa a ter as informações corretas e avaliar as oportunidades de expansão de investimentos em outras regiões, como o Pará", destacou.

Um dos representantes das mais de 70 empresas japonesas no Brasil presentes no evento, Kazuo Nakaso, comentou que as ações têm se diversificado cada vez mais, e que, de fato, já existe um olhar mais atento para a região Norte. "A logística é favorável e o ambiente também é positivo. Já existem ações sendo trabalhadas na produção de soja no sul do Pará", disse Kazuo Nakaso, representante da Mistsubishi Corporation do Brasil.

O representate da Nippon Amazon Alumínio, Michitaka Nakatomi, abordou os investimentos realizados no Estado para a cadeia de produção da alumina e alumínio, em Barcarena (município da região nordeste) e outros polos no Estado. 

"Nosso maior interesse é que essa parceria entre o Pará e o Japão seja cada vez mais aprofundada e possamos colaborar com o desenvolvimento do Estado, inclusive ajudando a divulgar o Pará no Japão, auxiliando a atração de novas empresas e contribuindo para a indústria no Estado", ressaltou.

Logística de transporte - Durante sua apresentação no seminário, o governador Simão Jatene citou os projetos para expansão da malha ferroviária no Estado, cujos estudos estão em andamento. Outro ponto bastante destacado para a atração de investimentos ao Pará é o potencial de maior utilização do modal hidroviário, o mais econômico e com menos impacto ao meio ambiente. 

São mais de 20 mil quilômetros de rios navegáveis, cuja bacia hidrográfica está integrada a outras três: Araguaia-Tocantins, Tapajós e Xingu. Simão Jatene afirmou que, de acordo com o levantamento feito pela Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), estão programados investimentos de R$ 130 bilhões no Estado até 2016.

A fruticultura foi uma das atividades destacadas durante o encontro, devido ao mercado internacional crescente e a possibilidade de expansão da produção no Estado com o uso de novas tecnologias e respeito ao meio ambiente. Entre as culturas praticadas, o açaí gerou cerca de 17 milhões de dólares em exportação, sendo que 14% da produção têm como destino o Japão. 

O cacau também mereceu destaque na apresentação, em função da taxa de crescimento de área cultivada e do aumento da produtividade, com características próprias, e que colocam o cacau paraense entre os de melhor qualidade no planeta.

Ainda em relação à agricultura e produção de grãos, o Pará possui área de 300 mil hectares e produção de 800 mil toneladas. O clima também favorece a produção, permitindo duas safras anuais por conta da grande incidência de luz. O nordeste paraense, inclusive, tem vantagens significativas no custo da terra, logística, solo e clima. 

A indústria de palma, por exemplo, tem enorme potencial de crescimento e de verticalização no Estado, com uso do óleo de palma para produção de biocombustível, na indústria de alimentos e em outros setores. Simão Jatene também destacou outros ramos de atividades, como florestal, pecuária, pesca, turismo, que têm potencial de investimento em todas as regiões do Estado.

Educação, saúde e segurança - Na apresentação foram citados ainda investimentos recentes do governo do Estado, como o Pacto pela Educação do Pará, destinado a melhorar os índices da educação; a recuperação e pavimentação de 1,2 mil quilômetros de estradas, equivalente a um terço das rodovias estaduais, e a entrega de mil leitos ao sistema de saúde em baixa, média e alta complexidade, buscando atender a crescente demanda por serviços nessa área. Na segurança pública foram cerca de R$ 1,5 bilhão em investimentos no aumento do efetivo da tropa, aquisição de viaturas, lanchas e helicópteros.

O governador apresentou também as modalidades de incentivos fiscais implantadas no Pará - os federais, via Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia), e o Plano de Atração de Novos Negócios do Governo do Pará, instituído em 2013, por meio do decreto que criou o Selo de Prioridade, que garante maior agilidade aos processos nos órgãos estaduais. 

O plano prioriza os investimentos previstos em municípios com taxa de pobreza acima de 40%, projetos que trabalham com verticalização da indústria e que promovem atividades econômicas de bens e serviços ainda não existentes no Estado, diversificando a produção econômica.

O evento contou ainda com participação dos secretários Adnan Demachki, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Adenauer Góes, da Secretaria de Turismo (Setur), Hildegardo Nunes, da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Pesca (Sedap) e José Severino, da Companhia de Desenvolvimento Econômico (Codec), além de representantes do Banco da Amazônia, da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), Sebrae-Pará e Parque Tecnológico e Científico do Guamá, entre outras entidades.
Agência Pará de Notícias
Governo do Estado do Pará - Secretaria de Estado de Comunicação

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