Coluna 1

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Internet já chega a 2,2 milhões de paraenses, aponta IBGE

Mais de 2,2 milhões de paraenses estavam conectados a internet em 2013, o que corresponde a 34,2% da população do Estado, acima de 10 anos de idade. É o que revela a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), que foi divulgada ontem pelo Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE) e pelo Ministério das Comunicações. 

Cinco anos antes, essa proporção era 50% inferior, alcançando menos de um quarto dos habitantes (22,8%). Segundo o levantamento, as mulheres representavam a maioria dos conectados à internet no Pará. Eram 1,2 milhão (53,3%) ante cerca de um milhão de pessoas do sexo masculino.

As faixas-etárias que mais navegavam pela rede mundial eram as de jovens entre 15 e 19 anos (20,2%) e dos adultos de 30 a 39 anos (20%), predominantemente da área urbana do Estado (87,2%). As maiores fatias desses internautas tinham alta escolaridade: 54% tinham mais de onze anos de estudo e 41,1% entre quatro e dez anos. 

A Região Metropolitana de Belém (RMB) concentrava 41,1% de todos os internautas do Pará (941 mil pessoas). Já dentro da RMB, 50,3% utilizaram a internet em 2013, sendo em seu maior número por pessoas entre 30 e 39 anos (21,7%); com 11 e 14 anos de estudo (45,8%); com ensino médio completo (38%); e com rendimento mensal domiciliar per capta entre meio salário mínimo e dois salários (51,4%). 

Na comparação com os números de 2008, a pesquisa revela um incremento de 275 mil pessoas utilizando internet aos arredores da capital paraense.

Em relação aos domicílios, o estudo mostra que em 2013 mais de 753 mil lares paraenses (33,8%) tinham acesso a internet. Desses, 330 mil ou 43,8% estavam localizados na região metropolitana de Belém - 52,6% das residências da RMB tinham internet. Ainda segundo o levantamento, a conexão à internet por banda larga representava quase a totalidade (98,5%) dos domicílios paraenses.

Outro dado é que 1,63 milhão de moradores do Estado utilizavam o microcomputador para navegar pela internet. Destes, 649 mil (28,8%) responderam que só utilizavam esse equipamento para ter acesso à internet.

Apesar de ainda ser o recurso principal para o acesso a rede mundial, os microcomputadores têm perdido cada vez mais espaço para os aparelhos celulares. Em 2013, 1,57 milhão disseram navegar através de um celular, sendo que 583 mil (37,1%) só utilizam essa ferramenta. 

Somados os que responderam ter acesso à internet somente por um telefone móvel ou um tablet esse número chega a 602 mil - 37,8% dos 1,59 milhão que responderam possuir esses equipamentos.

TELEVISÃO
A pesquisa também destacou a presença da televisão. Mais de dois milhões de casas no Pará têm acesso à TV - isso passa de 92,5% dos domicílios. Em 2013, o sinal digital de TV aberta chegou a 18% dessas residências - apenas 7,2% tinham somente sinal digital. 

Na RMB, essa proporção alcançou 40,7% naquele ano (251 mil de 618 mil domicílios), com margem de 20,1% de casas só com esse tipo de recepção. No geral, 1,31 milhão de pessoas tinham cobertura da recepção de sinal digital de televisão aberta no Pará.

Na análise de TV por assinatura, o Estado apresentou a proporção de 16,2% dos domicílios (334 mil casas), mais comum em áreas urbanas e famílias com maior renda. Em números, o alcance foi a 1,26 milhão de habitantes, sendo 560 mil deles na RMB - 152 mil lares, o que corresponde a 24,5% das residências da região metropolitana.

A pesquisa traz ainda que mais de 41% das casas recebiam o sinal por antena parabólica, mais comum no interior do Estado. Na RMB, esse percentual foi de apenas 8,1%.
Outra curiosidade é que em 81,24% dos domicílios do Estado (1,6 milhão de casas) ainda existiam os televisores de tubo, aparelho ultrapassado, que nem é mais fabricado. Em 316 mil residências, a pesquisa identificou mais de duas dessas TVs. 

Por sua vez, as TVs de tela fina, eram realidade em 31,8% dos lares paraenses, o que representa 655 mil casas. Em 143 mil delas, foram constatadas mais de duas televisões desse modelo. (O Liberal)

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