Coluna 1

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Sespa confirma nova morte no Estado

A Secretaria de Saúde do Estado do Pará (Sespa) confirmou, na manhã de ontem, a segunda morte por dengue do tipo grave no Pará. A vítima foi uma idosa de aproximadamente 70 anos, moradora do bairro da Cidade Velha. 
A Secretaria de Saúde do Município (Sesma) já havia antecipado a informação no último dia 17. Esse ano, além da idosa, uma criança de seis anos também faleceu, na última sexta-feira, 10 de abril.

A Sespa diz que as ações de combates a endemias existem. No entanto, para o órgão que gerencia a saúde em todo o Pará, de nada valem as ações se o município não cumprir com o próprio papel. 

Em períodos de intensas chuvas, o que se vê é cidades alagadas e muito lixo acumulado. De acordo com diretor do Departamento de Controle de Endemias da Sespa, Bernardo Cardoso, as governantes precisam urgentemente limpar a cidade, se quiserem que os números de casos de dengue reduzam. 

“Começamos a chamar os municípios para que eles compareçam aos postos. O Estado é consultor do município. Hoje, no Norte do país, principalmente a capital, os mosquitos nascem nos lixões. Queremos chamar atenção dos setores para que limpem a cidade. Uma limpeza diminuiria 80% a contaminação. 

Só a saúde no momento não tá dando conta’’, enfatiza. 
A dengue pode levar a óbito os indivíduos mais vulneráveis como crianças e idosos. “De 15 anos para baixo estão vulneráveis, porque a criança está em processo de formação. Nos idosos já perde a imunidade’’, diz Bernardo. 

NEGLIGÊNCIA
Os familiares da criança de seis anos que morreu por dengue hemorrágica, alegam que houve negligência médica. O primeiro diagnóstico dado acusava virose. A menina foi medicada e hidratada com soro e logo em seguida liberada. “A dengue mata mais por erros médicos clínicos.

Muitos médicos medicam e depois mandam embora pra casa. Não pode mandar a criança para ser tratada em casa. Ela tem que ficar em observação por pelo menos três dias’, completou.
(Diário do Pará)

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