segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Cara de Pau: 'Brasil e seu povo não toleram corrupção', diz Dilma

Sem citar nominalmente a Petrobras ou o escândalo da Lava-Jato, no discurso que abriu, nesta segunda-feira, a 70ª sessão da Assembleia Geral da ONU, a presidente Dilma Rousseff citou o que chamou de avanços em um ambiente de consolidação da democracia. E disse que o Brasil e seu povo não aceitam a corrupção.

— O governo e a sociedade brasileiros não toleram a corrupção. A democracia brasileira se fortalece quando a autoridade assume o limite da lei como seu próprio limite — discursou.
Em um recado indireto à oposição, Dilma disse "que queremos um país em que o confronto de ideias se dê em um ambiente de civilidade e respeito". 

Citou o ex-presidente uruguaio, Jose Mujica, para defeder as instituições. "Essa democracia não é perfeita, porque nós não somos perfeitos. Mas temos que defende-la para melhorá-la, não para sepultá-la".

Entre outros temas em seu discurso na ONU, a presidente defendeu, mais uma vez, ações de solidariedade a refugiados e imigrantes, dizendo ser absurdo impedir o livre trânsito de pessoas.

A presidente culpou o cenário global pela crise econômica brasileira.
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SEMANA SERÁ DECISIVA PARA O GOVERNO
Quando chegar ao Brasil, hoje à noite, a presidente Dilma terá uma semana decisiva para seu governo. Ela tem como tarefas destravar a reforma ministerial e garantir apoio no Congresso para a manutenção dos vetos ao reajuste do Judiciário e à correção das aposentadorias e pensões pelo salário-mínimo. 

O desafio agora é conciliar o objetivo anunciado da reforma — corte de dez ministérios — com o apetite do PMDB, que travou o anúncio da reforma, na semana passada. Para acomodar todas as correntes do partido e desfazer o mal-estar com o vice-presidente Michel Temer, Dilma teria que dar à legenda um espaço ainda maior: sete ministérios.

No discurso de ontem, no 8° encontro de Líderes Globais sobre Igualdade de Gênero e Empoderamento das Mulheres da ONU, ao ser questionada, Dilma não quis responder se a Secretaria de Políticas das Mulheres (SPM, com status de ministério) continuará a existir após a conclusão da reforma ministerial, que deve ser anunciada na próxima semana. A ministra da SPM, Eleonora Menicucci, integra a comitiva do Brasil em Nova York e participou do encontro no qual a presidente discursou.

No encontro, Dilma fez um discurso em defesa das políticas de gênero de seu governo. A presidente afirmou que ainda há muito o que fazer, mas que o Brasil avançou muito na legislação de combate à violência contra a mulher e em políticas afirmativas de gênero. 
(O Globo)

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