quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Efeito Dilma: Geração de empregos em 2014 foi a pior em 15 anos

Do total de vagas abertas no ano passado, 580,6 mil foram no setor privado e 42,5 mil, no setor público, de acordo com a RAIS. Em 2013, o setor público tinha contratado 414,7 mil funcionários públicos.

Até então, os dados relativos ao emprego formal em 2014 constavam do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), também do Ministério, que registrou a abertura de 396,9 mil postos com carteira assinada. O levantamento não engloba as contratações do setor público e algumas categorias de trabalhadores.

De acordo com a RAIS, a criação de postos de trabalho em 2014 foi puxada pelos setores de serviços e comércio, que responderam pela contratação de 587.482 e 217.013 trabalhadores, respectivamente. Já o pior resultado foi registrado na indústria de transformação, que fechou 121.717 vagas. Também ficaram com saldo negativo, a construção civil, que demitiu 76.871 empregados e o ramo de extração mineral, que perdeu outros 3.777 empregos.

Embora os dados mostrem uma predominância dos trabalhadores do sexo masculino em todas as atividades econômicas, em 2014, ao contrário de anos anteriores, o saldo líquido da geração de empregos para as mulheres atingiu 493,1 mil - 130 mil a mais oportunidades em relação aos homens.

Além disso, as mulheres conseguiram ganhos reais acima dos valores auferidos pelos homens. De acordo com a RAIS, no ano passado, o salário médio pago às mulheres subiu para R$ 2.184,65 (alta de 1,89%), enquanto que o dos homens, passou para R$ 2.144,20 (elevação de 1,83%). Isso aconteceu em todos os níveis de escolaridade, com exceção do grau superior completo e incompleto.

O maior diferencial de salário entre homens e mulheres continua no nível superior completo (diferença de 61,86%). Enquanto o profissional do sexo masculino com essa formação recebia salário de R$ 2.651,52, o valor pago às trabalhadoras era de R$ 2.184,65, no ano passado.

Ao divulgar os dados da RAIS (já defasados), diante da retração do mercado formal de trabalho, o ministro do Trabalho, Manoel Dias evitou fazer um diagnóstico para 2015. Ele destacou, no entanto, que cabe a governo "consertar" o que for preciso para retomar o crescimento e a economia.

— Os dados da RAIS não repetiram o mesmo desempenho dos anos anteriores, mas o mercado contribuiu para a inclusão de milhares de trabalhadores. Agora, passamos por uma fase de dificuldade e cabe ao governo fazer os consertos necessários para que o país volte a criar empregos — disse o ministro, acrescentando que prefere ser otimista e acreditar que a situação vai melhorar.

AGOSTO DEVE REPETIR SALDO NEGATIVO
O ministro do Trabalho adiantou que o saldo líquido de geração de empregos em agosto virá negativo novamente - pelo quinto mês consecutivo. Caso se confirme, será o pior resultado para o período desde agosto de 1996, quando foram fechadas 12.175 vagas com carteira assinada. Em agosto do amo passado, foram criados 101.425 postos. Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) serão divulgados pela pasta na próxima semana.

— Acho que ainda vem negativo (dados do emprego em agosto). A nossa esperança que se reduza (o número de demissões) — destacou Manoel Dias. Em julho, foram eliminados 157.905 empregos. No acumulado do ano, o saldo negativo atingiu quase meio milhão de vagas. (O Globo)

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