terça-feira, 22 de setembro de 2015

Funcionários dos Correios mantêm a greve no Pará

Em greve há uma semana, cerca de 150 trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), no Pará, decidiram, em Belém, manter a paralisação, que segue movimento nacional da categoria. Eles não aceitam a proposta do governo federal de aumento imediato de 9% — referente às inflações de 2009 e 2010 —, mais R$ 100 de incorporação linear na remuneração, além da atualização dos valores do tíquete alimentação, da cesta básica e da bonificação natalina. 

Os trabalhadores querem um aumento de 43,7% e R$ 200 linear, tíquete de R$ 35, a contratação imediata de 30 mil trabalhadores, o fim das terceirizações, além de outros pontos para garantia de melhores condições de trabalho.

A assembleia geral na frente da agência dos Correios da avenida Senador Lemos, no bairro do Telégrafo, aprovou também a agenda de atividades para esta semana, com mobilização diária a partir das 7h30 na frente das unidades da capital paraense. A intenção é conversar com usuários e convencer os colegas que permanecem trabalhando. 

A categoria aguarda com expectativa a audiência de conciliação do dissídio coletivo aberto pela empresa, já marcada para as 15h da próxima sexta-feira, 25, no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília. 

Na ação junto ao TST, os Correios pediram a limitação da greve, isto é, que o TST impusesse uma quantidade mínima de trabalhadores para manter os Correios funcionando durante a paralisação, contudo, o pedido foi negado pelo Tribunal. O TST não apreciou o pedido de liminar da ECT e não determinou contingente mínimo para as unidades operacionais da empresa. 

“Se a empresa não avançar na proposta já apresentada não haverá acordo’’, disse ontem, o trabalhador dos Correios, em Belém, integrante do Conselho Fiscal da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect), Victor Uislan Nunes de Paula.  Ele explicou que a categoria recusa a proposição do governo de aumento a título de gratificação. “Queremos o reajuste incidindo sobre o salário-base’’, observou Victor de Paula. 

Entre os principais pontos da pauta, além da da reposição da inflação do período de acordo com o Índice do Custo de Vida (ICV-Dieese), os funcionários não concordam com a cobrança de mais uma mensalidade sobre o Plano de Saúde, conforme querem os Correios. 

Atualmente, os trabalhadores pagam pelo sistema de compartilhamento junto com a própria empresa. Segundo Victor Uislan, a variação de percentual paga pelo empregado sobre o Plano de Saúde varia de 10% a 30% do valor do serviço utilizado. Os empregados também reivindicam auxílio-creche, contratação de novos funcionários, rejeição à terceirização, Participação nos Lucros e Resultados (PLR), e modificações no Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS).  (O Liberal)

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