sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Compartilhar informações falsas na internet é crime

'Quem compartilha informações falsas nas redes sociais e pela internet mostra um desserviço à sociedade'. O alerta ao lado é do Secretário Adjunto de Segurança, Hilton Benigno, sobre as falsas notícias que circulam na internet envolvendo um possível confronto entre policiais militares e bandidos de vários bairros de Belém.

Os boatos começaram quando Jaime Tomas Nogueira, conhecido como 'Pocotó', foi assassinado com 13 tiros dentro de hospital particular no bairro de Fátima, em Belém, na noite da última segunda-feira (26).

'Pocotó' era acusado de participação na morte do policial militar Vitor Cezar de Almeida Pedroso no último domingo (25). Os áudios e imagens que circularam pela rede falam de uma possível 'retaliação' por parte dos militares, situação agravada na noite de ontem (28), quando o sargento Alberto Neves, também da Rotam (Ronda Otensiva Tática Metropolitana ), foi baleado na cabeça após impedir um assalto na travessa 14 de março, no bairro do Telégrafo, em Belém.

'No dia em que invadiram o hospital da Unimed tratamos logo de reunir a imprensa para avisar a sociedade e iniciamos as investigações, mas não podemos provar nada do que está sendo especulado. A quem interessa essas notícias falsas? Ela só circulam para amedrontar as pessoas e trazer pânico para a sociedade', explica Hilton Benigno.


Em entrevista ao Portal ORM News, o Secretário Adjunto de Segurança adiantou que a Segup (Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social) está monitorando e investigando as redes sociais para encontrar possíveis suspeitos. Um dos principais desafios do trabalho é descobrir a origem de cada história falsa. 

Muitas vezes, diante da infinidade de compartilhamentos, fica impossível detectar quem foi o primeiro a postá-la. Ele também destacou que compartilhar falsas informações é crime e que pode levar à prisão. 'As pessoas não têm dimensão dessas informações e começam a inventar, mas temos uma delegacia especializada para identificar e punir, a DPRCT (Divisão de Repressão e Prevenção a Crimes Tecnológicos)', alerta.

Ao ORM News, o secretário informou que a Polícia Civil já abriu um procedimento para identificar os suspeitos dos crimes envolvendo os policiais militares no Estado.  As investigações continuam.
 Bruno Magno (ORM News) / Produção: Luciana Cavalcante (ORM News)

Nenhum comentário:

Postar um comentário