segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Greve dos bancários no Pará vai começar amanhã

Os bancários do Pará entrarão em greve amanhã, conforme decisão unânime da categoria, em assembleia geral realizada no dia 1º deste mês. A paralisação afetará as instituições financeiras públicas e privadas. Para as 10h de hoje está programada rodada de negociação específica com a direção executiva do Banco do Estado do Pará (Banpará). Às 18h, os trabalhadores voltam a se reunir em assembleia de organização da greve na sede do Sindicato dos Bancários, na rua 28 de Setembro, 1.210, bairro do Reduto, em Belém. 

A paralisação é nacional, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), conforme aprovado em assembleias realizadas na quinta-feira, 1, em diversos estados. No Pará, a greve é por tempo indeterminado, conforme deliberado na assembleia do dia 1º. 

“Amanhã, primeiro dia da greve, devemos ter comissões de esclarecimento no Basa [Banco da Amazônia], Banpará, Bradesco e Banco do Brasil da avenida Presidente Vargas, nas chamadas áreas das matrizes e direções gerais. Também, vamos percorrer a Caixa São Brás, o Itaú e Santander da avenida Nazaré’’, informou a diretora da Federação dos Bancários da Região Centro Norte e representante da CUT no Pará, Vera Paoloni. Também haverá atuação direta dos trabalhadores junto as agências bancárias em Santarém e Marabá.

A categoria pede reajuste salarial de 16% com piso de R$ 3.299,66. A 25 de setembro, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou uma proposta de reajuste salarial de 5,5%, com piso de R$ 1.321,26 a R$ 2.560,23. O aumento incidiria também sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e nos auxílios refeição, alimentação, creche e abono de R$ 2.500,00. Mas, para Vera Paoloni, a proposta é desrespeitosa, por não cobrir nem a inflação do período, que ficou em 9,88% em agosto deste ano.

“A nossa greve será intensa e com muito vigor, para que os banqueiros entendam que a vergonhosa proposta de 5,5%, que sequer cobre a inflação de 9,88% é um desrespeito aos bancários e bancárias e ao conjunto das nossas reivindicações apresentadas. Não aceitaremos propostas rebaixadas, sem a reposição da inflação do período e sem ganhos reais nos salários, compatível com a lucratividade do setor’’, observou Vera Paoloni.

A diretora sindical considera a greve um instrumento legítimo dos trabalhadores e ela só acontece, diz ela, ‘’porque os trabalhadores esbarram na intransigência e no desrespeito dos banqueiros”. “Todas as nossas reivindicações são totalmente justas e os bancários e bancárias têm de ter o reconhecimento por seus esforços na construção dos resultados do sistema financeiro brasileiro, no qual nenhuma crise afetou. Aliás, é  um setor que só lucra com a crise’’, afirmou ela. 

Além do aumento salarial de 16%, incluindo resposição da inflação mais 5,7% de aumento real, e do piso de R$ 3.299,66, equivalente ao salário mínimo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos do Pará (Dieese-Pará) em valores de junho passado, os bancários também querem vale-alimentação e refeição e auxílio creche no valor de R$788,00 mês, melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e de assédio moral, Plano de Cargos, Carreiras e Salários para todos os bancários, entre outros pleitos. (O Liberal)

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