quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Inadimplência atinge cinco milhões na Região Norte

O número de consumidores da região Norte com contas atrasadas aumentou 4,03% no mês de setembro com relação a igual mês do ano passado, de acordo com o Indicador de Inadimplência apurado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). 

O resultado representa uma aceleração se comparado com o dado de agosto, quando a variação anual havia sido de 3,86%. Na comparação com agosto deste ano, sem ajuste sazonal, houve um ligeiro recuo de 0,27% no volume de nortistas inadimplentes.

Em número absoluto, a pesquisa estima que até o encerramento do mês de setembro, havia um total de 5,22 milhões de consumidores da região com o nome registrado em cadastro de devedores, o que equivale a 46,3% da população adulta de todos os Estados do Norte do País (faixa de 18 a 94 anos). Essa é a maior margem de população devedora dentre todas regiões. 

A região Centro-Oeste, que aparece em segundo, apontou um percentual de 42,4% da sua população nessa situação (4,70 milhões de pessoas) Na sequência aparecem o Nordeste (38,9% ou 15,15 milhões de consumidores), o Sul (37,5% ou 8,18 milhões) e o Sudeste (37,2% ou 23,76 milhões). Em todo o País, foram identificados 57 milhões de nomes negativados (38,9%) no último mês - 5,45% a mais do que em setembro de 2014 e redução de 0,59% em relação a agosto passado.

O movimento de alta também foi verificado na quantidade de dívidas não pagas. Em toda a região Norte, a elevação em setembro foi de 5,53% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Já na comparação com o mês de agosto, a variação mensal foi de decréscimo de 0,72%. 

No País, a oscilação anual foi de 6,63% e de queda de 0,91% no mês. Para os especialistas do SPC Brasil, os dados da inadimplência estão sendo influenciados pela perda de dinamismo da economia brasileira e pela deterioração das condições do mercado de trabalho. “Fatores econômicos como a inflação elevada, o alto custo das taxas de juros e o aumento do desemprego têm afetado a capacidade de pagamento dos consumidores”, afirma o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.

Os economistas observam que diante da piora do cenário macroeconômico, os indicadores de inadimplência retomaram a trajetória de aceleração a partir do início deste ano. Em janeiro, por exemplo, o volume de dívidas em atraso cresceu apenas 2,40% no Brasil, patamar inferior ao observado no último mês de setembro. “Se lançarmos um olhar sobre a inadimplência ao longo dos últimos 12 meses, podemos notar que a partir de meados de 2014, o crescimento de devedores e de dívidas em atraso desacelerou em razão da menor oferta de crédito na economia e dos juros elevados. 

No inicio deste ano, porém, a deterioração do cenário macroeconômico se sobrepôs ao freio do crédito e a inadimplência voltou a acelerar”, observa a economista do SPC Brasil, Marcela Kawauti. (O Liberal)

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