quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Vinda de Dilma a Santarém ainda não está confirmada

A vinda da Presidente Dilma Rousseff para participar do III Chamado da Floresta, na comunidade São Pedro do rio Arapiuns, dias 28 e 29 deste mês, não está confirmada. “Nós, dos movimentos sociais, não temos nenhuma indicação de que ela vem”, disse há pouco por telefone, ao Portal Muiraquitã, a vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santarém –STTR -, Marilene Rocha.

Ela informou que representantes de cinco ministérios já confirmaram presença no evento promovido pelo Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS) - antigo Conselho Nacional dos Seringueiros. Dentre eles, o de Assistência Social, de Agricultura, de Minas e Energia, e do Desenvolvimento Agrário.

De acordo com Marilene, o STTR quer debater ações em favor da agricultura familiar, tais como a estrutura de atendimento do Incra, o suporte aos assentamentos e energia elétrica para as Reservas Extrativistas. “Vamos tratar essas demandas com cada ministério. Mas se a Presidente vier, será muito bom”.

Cerca de 3 mil lideranças extrativistas de todos os estados da Amazônia são esperadas no III Chamado da Floresta, promovido pelo Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS) - antigo Conselho Nacional dos Seringueiros. O evento se realizará nos dias 28 e 29 de outubro, na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, situada na comunidade São Pedro, no município de Santarém, na região do Baixo Amazonas, no Pará. A presidenta da República, Dilma Rousseff e ministros são esperados no evento.

Cerca de 2 milhões de pessoas sobrevivem das atividades extrativistas na Amazônia, segundo estimativa da CNS. Elas atuam na coleta de açaí, castanhas e outros frutos; de óleos, como copaíba, andiroba e murumuru; de látex; de raízes; ervas; sementes; madeira; pesca; e no manejo da fauna silvestre, como catitu,capivara, jacaré e tartaruga; entre outras, representando uma importante atividade econômica em muitos municípios da região, bem como um trabalho essencial à defesa e conservação dos recursos naturais.

O III Chamado da Floresta é uma jornada de luta das comunidades extrativistas, realizada a cada dois anos, que tem como objetivo apresentar reivindicações da pauta extrativista para o governo federal, voltadas à melhoria das condições de trabalho e de conservação na natureza. Este ano, o tema do evento será "Floresta conservada é vida continuada". A intenção é dar visibilidade à importância das frentes de trabalho extrativistas para a conservação do meio ambiente, desde à época de Chico Mendes.

Durante o III Chamado, os grupos de trabalho vão aprofundar as discussões sobre os temas afeitos às atividades das populações extrativistas: reforma agrária; produção e geração de renda; infraestrutura básica; saúde, especialmente a preventiva; e organização e gestão, incluindo os serviços ambientais.

As lideranças do segmento em todos os estados da região Amazônica chegarão à Resex Tapajós-Arapiuns por vias terrestre e fluvial. Os viajantes vão se encontrar nos portos de Manaus (AM), Macapá (PA), Belém (PA) e Santarém (PA), dos quais sairão quatro barcos com capacidades variando entre 600 e 800 passageiros cada um, com destino à Arapiuns. A Resex fica distante oito horas de barco da sede de Santarém.


Este ano, também estão sendo esperadas as representações de extrativistas de outros biomas, como cerrado, caatinga, costa marinha, pantanal e retireiros do Araguaia.

Histórico - O Chamado da Floresta é realizado a cada dois anos pela CNS. O I Chamado foi realizado em 2011, na Resex Terra Grande Pracuuba, em São Sebastião da Boa Vista, na ilha do Marajó, no Pará. O II Chamado ocorreu em 2013, na Resex Gurupá Melgaço, no município de Melgaço, situado no mesmo arquipélago.

"A cada ano, o evento vem crescendo na participação do público, mas também na discussão sobre a importância desse setor econômico, com a participação cada vez maior de autoridades de todas as esferas de governo: federal, estaduais e municipais", destaca o presidente da CNS, Joaquim Belo. (Da redação, com informações da Ascom/CNS). 

(José Ibanês)

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