sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Emissoras AM devem pagar de R$ 8 mil a 4 milhões para fazer transição para FM, segundo governo

De acordo com o decreto, publicado no Diário Oficial da União, as rádios, ao fazerem a transição devem apresentar o mesmo conteúdo. O governo Federal publicou um decreto, na quarta-feira (25), com os critérios para as emissoras de faixa AM que desejam fazer a transição para a faixa FM. Para fazer a mudança, as emissoras vão precisar fazer uma troca de todos os equipamentos, incluindo transmissores, antenas e equipamentos auxiliares. O diretor geral da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, ABERT, Luís Roberto Antonik, afirma que para uma rádio AM continuar aberta, ela deve fazer a transição para a faixa FM.
Fala Luís Roberto Antonik, diretor geral da ABERT
“A desvantagem é que ele vai ter que fazer um investimento totalmente novo. Ele vai construir uma área totalmente nova, gastar o dinheiro que o empresário vai ter que investir, tudo novamente. Ele vai ter que comprar transmissor, torre, cabo, conector, antena, mesa. O equipamento da rádio vai ter que ser feito todo de novo. Mas eu acho que essas duas vantagens: continuidade de serviço e mobilidade, possibilidade dessas rádios ganharem um fôlego novo e um período de vida maior, é muito grande. Se uma rádio AM não migrar, o que vai acontecer com ela? Ela vai desaparecer e vai ter que fechar.”
REPÓRTER: De acordo com o ministro das Comunicações, André Figueiredo, o custo do boleto de migração, que deve ser pago ao governo, deve ficar entre oito mil Reais - para as rádios que atuam em cidades de até 10 mil habitantes - e quatro milhões para emissoras de alta potência, que estão em cidades como São Paulo. Atualmente, existem mil setecentos e oitenta e uma emissoras de faixa AM no Brasil, das quais mais de mil e quatrocentas fazem parte da ABERT. De acordo com o diretor geral da associação, Luís Roberto Antonik, o custo da migração é alto, mas deve ser pago para que a rádio não feche.
Fala Luís Roberto Antonik, diretor geral da ABERT
“Com relação aos preços da migração, nós achamos que os preços são caros. No entanto, como se trata de uma oportunidade para que o radiodifusor continue operando o seu negócio e não venha fechar a rádio dele por problemas de qualidade, porque ele não consegue faturar mais. Então nós estamos considerando os preços que o governo colocou, embora a gente ache que eles são altos, eles também são razoáveis porque essas emissoras vão poder continuar.”
REPÓRTER: De acordo com o decreto, publicado no Diário Oficial da União, as rádios, ao fazerem a transição devem apresentar o mesmo conteúdo. O valor relativo à migração da rádio deve ser efetuado com base na potência da rádio, população e classificação do município. O período de pagamento do boleto de migração vai do dia 25 de fevereiro a 25 de maio do próximo ano.
Sara Rodrigues - Agência do Rádio

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