sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Sespa alerta sobre prevenção e tratamento de diabetes em diversas ações

O dia 14 de novembro, escolhido como Dia Mundial do Diabetes por ser a data do nascimento de Frederick Banting, descobridor da insulina, é lembrado pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), que atuou em várias frentes de trabalho no intuito de oferecer serviços de prevenção e informação sobre a doença, que acomete mais de 60 mil pessoas só no Pará. 

Na manhã desta sexta-feira (13), as equipes estiveram na Feira de Saúde do Sesc Doca, na Unidade de Referência Especializada em Doenças Infecciosas Parasitárias Especiais (Uredipe) e na Unidade de Referência Materno-Infantil (Uremia).

Segundo dados do Sistema do Programa Hiperdia, o Sishiperdia, cerca de 60% dos diabéticos são mulheres com idade entre 55 e 59 anos. A faixa etária mais atingida pelo público masculino é de 60 a 64 anos. Embora preocupantes, as estatísticas omitem a taxa de subnotificação de casos, uma vez que há milhares de pessoas que procuram tratamento em rede particular, além daquelas que desconhecem ter a patologia. 

Por conta disso, o Dia Mundial de Combates ao Diabetes chama atenção da população para os cuidados com a saúde e a importância do controle da doença, conforme alerta a coordenadora do Departamento de Doenças Crônicas da Sespa, Silvia Corrêa.

Os principais sintomas do diabetes são fadiga, perda de peso repentina, sede excessiva, problemas oculares e vontade de urinar com frequência. O atendimento inicial ao portador da doença é feito nas unidades de saúde, por meio do programa Hiperdia, disponível em 1.898 unidades espalhadas pelos 144 municípios paraenses, além de 919 estratégias do Programa Saúde da Família (PSF). 

Para se cadastrar, basta ter em mãos um documento de identidade com foto e comprovante de residência. Somente em 2013, 287 novos pacientes iniciaram o tratamento no programa no Estado – 62 pessoas a mais que no ano anterior.

Em casos mais complexos, os pacientes são encaminhados aos centros de especialidades que, na região metropolitana, são as unidades de referência da Presidente Vargas e Hospital Barros Barreto. No interior, as referências são os hospitais regionais. A Sespa apoia os municípios em relação à distribuição de material educativo para as campanhas e capacitação dos profissionais de saúde da rede básica para o atendimento e cuidado do portador de diabetes.

Somente casos mais graves e complexos do diabetes tipo I e tipo II (dificuldade de ação da insulina) são de referência. No Pará, o Hospital Universitário João de Barros Barreto é referência em endocrinologia e diabetes, prestando assistência ambulatorial e hospitalar a pacientes que apresentam descontrole e agravamento da doença. Quanto à medicação gratuita para controle do diabetes, são 20 mil farmácias e drogarias privadas credenciadas em todo o país, oferecendo o programa “Saúde tem não preço”, instituído pelo governo federal em 2011.

Os remédios podem ser retirados nas farmácias com o selo da Farmácia Popular do Brasil. Para pegar o remédio, a pessoa só tem que levar a identidade, o CPF e uma receita médica que tenha sido aviada no máximo em 120 dias, independente de ter sido prescrita por um médico da rede pública ou por médico particular. 

Idosos ou pessoas com dificuldade de locomoção podem ser representados por um responsável com procuração. As ações da Sespa pelo Dia Mundial de Combate ao Diabete prosseguem na segunda-feira (16), durante a programação na Uremia. (Texto: Mozart Lira)
Edna  Lima - Secretaria de Estado de Saúde Publica
Agência Pará de Notícias

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