sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Juíza retoma depoimentos do caso Alepa em Belém

Foram retomados nesta sexta-feira (11) os depoimentos do caso Alepa. A juíza juíza Alda Gessyane Tuma, da 11ª Vara Penal de Belém, começou a ouvir o depoimento de Daura Irene Xavier Hage por volta das 9h30. Ela e mais 13 pessoas são acusadas de envolvimento em um esquema de fraude na folha de pagamento da Assembleia Legislativa do Pará entre os anos de 2003 e 2011. Entre os denunciados está José Robson do Nascimento (Robgol), que será ouvido na próxima segunda-feira (14).

 Daura é acusada de participar do esquema de corrupção e incluir parentes que não trabalhavam no poder Legislativo na folha da Alepa. Entre as inclusões está a da filha de Daura, Danielle Naya Xavier Hage Gonçalves, que responde ao processo junto com a mãe. Advogado de Daura, Américo Leal afirma que sua cliente não participou das fraudes.

Assim como os advogados dos outros réus, Américo questiona a homologação do acordo de delação premiada em favor de Mônica Pinto. 'Todo mundo que trabalhava ali sabia, mas quem tinha acesso à folha era a Mônica'. 

Para ele, a ex-servidora que hoje é delatora fez um esquema para fraudar a folha, ficava com 90% do total do valor desviado, dava 10% para quem participava junto com ela e, mesmo assim, fez o acordo na tentativa de se livrar da condenação. 'Foi uma manobra bem articulada', declarou Américo, que acredita que o benefício da delação premiada deve ser revertido.

O outro acusado a ser ouvido hoje é Fernando Augusto de Carvalho Rodrigues, que é assistido pelo defensor público Diogo Arantes. Ele é acusado de, junto com a mulher, Mylene Rodrigues (também ré nesse processo), conseguir documentos de pessoas carentes, entre elas empregadas domésticas, para serem inseridas na folha de pagamento da casa.

Durante o seu interrogatório, na semana passada, Mylene alegou que não sabia a real destinação dos documentos e que só os entregou para Mônica, de quem era amiga há mais de dez anos, porque acreditava que ela faria doação de cestas básicas e brinquedos para essas pessoas. Chegou a citar o marido, afirmando que ele também buscou os documentos de pessoas carentes a pedido dela, achando que esses nomes entrariam num cadastro de doação. (ORM News)

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