quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Região Norte registra a cesta básica mais cara do País

O preço da cesta básica na região Norte aumentou 5,50% entre outubro e novembro, chegando a R$ 479,59 - aumento de R$ 25,00 em relação ao mês anterior, quando fechou em R$ 454,59. Foi disparada a maior alta do País e manteve a cesta da região como a mais cara do Brasil, segundo pesquisa realizada pela consultoria GfK e analisada pelo Departamento de Economia e Pesquisa da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

Para efeito de comparação, a segunda maior elevação mensal foi observada no Centro-Oeste (4,52%), que fechou outubro com o valor de R$ 423,00. A região Sul aumentou o preço da cesta básica em 3,82%, encerrando o mês em R$ 475,10; a Sudeste em 3,71%, resultando em R$ 418,98 o valor da cesta; e a Nordeste, com alta de 3,32%, com cesta de R$ 371,42.

Em todo o País, a pesquisa registrou alta de alta de 4,20%, passando  de R$ 417,74, em outubro, para R$ 435,29, em novembro. No acumulado dos últimos 12 meses (entre novembro de 2014 e novembro de 2015), a cesta Abrasmercado acumula crescimento de 15,09% (no mesmo período o IPCA subiu 10,48%). 

Entre as maiores altas estão itens como batata (45,57%) e tomate (37,27%).  Já as maiores quedas foram registradas por leite longa vida (-1,70%) e biscoito Cream Craker (-1,33%). A pesquisa Abrasmercado, divulgada ontem, avalia 35 produtos de largo consumo (alimentos, incluindo cerveja e refrigerante, higiene, beleza e limpeza doméstica).

VENDAS
A pesquisa ainda aponta que as vendas do setor supermercadista em novembro, em valores reais deflacionadas pelo IPCA/IBGE, apresentaram queda de -4,31% na comparação com o mês de outubro; e queda de -7,13% em relação a novembro de 2014. No acumulado do ano, as vendas apresentaram queda de -1,61%, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Em valores nominais, as vendas do setor apresentaram queda de -3,34% em relação ao mês anterior e, quando comparadas a novembro do ano anterior, alta de 2,60%. No acumulado do ano, as vendas nominais cresceram 7,09%.

Refletindo as dificuldades políticas e econômicas do País, em novembro as vendas dos supermercados mostraram recuo mais uma vez. O alto nível de desemprego em novembro, da ordem de 7,5% (contra 4,8% no mesmo mês de 2014) fez com que o rendimento real do trabalhador apresentasse uma queda de 12,2% em um ano, o que influenciou fortemente o resultado do setor.

Para o vice-presidente da Abras, João Sanzovo Neto, os números do setor são negativos, mas estão em linha com a economia do País. "Tanto a indústria quanto o setor de serviços deverão apresentar recuos fortes neste ano de 2015. A nossa expectativa é de que no próximo ano, medidas importantes do ajuste fiscal sejam aprovadas e que finalmente comecemos a sair da crise e possamos retomar a trajetória do crescimento", afirmou.
(O Liberal)

Nenhum comentário:

Postar um comentário