quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Efeito Dilma: Brasil fecha 1,5 mi de vagas com carteira em 2015, pior resultado desde 92

O Brasil fechou 1.542.371 vagas de trabalho com carteira assinada em 2015, pior resultado para um ano desde o início da série, em 1992. No ano, o total de empregos com carteira assinada caiu 3,74% em relação a 2014. Os dados fazem parte do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social nesta quinta-feira (21). Em 2015, quase todos os meses tiveram corte de vagas. Apenas em março o número foi positivo. Em dezembro, foram 596.208 vagas a menos. 

O número de empregos cortados é o saldo, ou seja, o total de demissões menos o de contratações no período. No ano passado, foram 17,7 milhões de contratações e 19,2 milhões de demissões, resultando no corte de 1,5 milhão de vagas.

Total de trabalhadores com carteira caiu

O total de trabalhadores com carteira assinada no Brasil caiu para 39,663 milhões no final do ano passado, pior resultado desde 2012, quando foi de 39,646 milhões. Em 2014, o país tinha fechado o ano com 41,2 milhões de empregos.

Ministro: ano foi difícil

"Nós tivemos um ano difícil em 2015", disse Rossetto. "Não é correto afirmar que 2015 destruiu as conquistas, mesmo que os números de 2015 sejam negativos."
O ministro não deu um prazo para a recuperação do mercado de trabalho. "Nós trabalhamos para que possamos rapidamente modificar essa curva e retomarmos o dinamismo, mas não há como trabalhar com datas."

Só agropecuária criou vagas

Por setores, a agropecuária foi o único que teve saldo positivo de vagas de trabalho (9,8 mil). Os outros sete setores tiveram queda:
  • Indústria de transformação: -608.878
  • Construção civil: -416.959
  • Serviços: -276.054
  • Comércio: -218.650
  • Extrativa mineral: -14.039
  • Administração pública: -9.238
  • Serviços industriais de utilidade pública: -8.374

SP tem pior resultado

Todos os Estados e o Distrito Federal fecharam o ano com perda de vagas, São Paulo (-466,7 mil), Minas Gerais (-196,1 mil) e Rio de Janeiro (-183,7 mil) foram os que mais cortaram
Com isso, o saldo também foi negativo em todas as regiões:
  • Sudeste: -891.429
  • Nordeste: -254.402
  • Sul: -229.320
  • Norte: -100.212
  • Centro-Oeste: -67.008

Governo não tinha meta definida

Em 2014, o Brasil registrou a criação de 420.826 vagas de trabalho com carteira assinada. Esse dado considera o valor com ajuste, ou seja, com os dados entregues pelas empresas fora do prazo.
No começo de 2015, a expectativa do governo era que o país continuasse a abrir vagas de trabalho com carteira assinada. Sem traçar uma meta, o então ministro do Trabalho, Manoel Dias, afirmou na época: "Em 2015, como os prognósticos da economia são mais positivos que em 2014, acreditamos que vamos continuar gerando empregos."

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