terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Lava Jato: Jader Barbalho dividiu R$ 6 milhões com Renan Calheiros

Em dezembro, foram divulgados detalhes do depoimento do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, que disse aos investigadores da Operação Lava Jato que apurassem o pagamento de propina aos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Jader Barbalho (PMDB-PA) - (Arte J. Bosco) e Delcídio do Amaral (PT-MS). Cerveró negociou sua delação com a Procuradoria Geral da República, em troca de redução de penas nos processos a que responde na Lava Jato. As informações são do Portal G1.

Cerveró disse que se comprometeu a repassar US$ 2,5 milhões ao senador Delcídio do Amaral, por diversos contratos firmados na área internacional da Petrobras. Ele também afirmou que ajudou a destinar US$ 6 milhões de propina para Renan Calheiros e Jader Barbalho. Entre os contratos suspeitos está a construção de navios-sonda e a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O ex-diretor da Petrobras disse que, em um jantar na casa de Jader Barbalho, em Brasília, teria assumido o compromisso de repassar US$ 6 milhões para o PMDB, com a contratação de dois naviossonda pela estatal. Na ocasião, o também senador Renan Calheiros estava presente. Segundo o delator, o dinheiro chegou a ser repassado e ajudou o partido na campanha de 2006. 

No depoimento, Cerveró diz que em 2007 o cargo ficou ameaçado por manobras políticas de membros do PMDB para destitui-lo. Após procurar Rondeau, Jader e Renan, obteve apenas negativas, pois todos estavam politicamente fragilizados, em virtude de escândalos de corrupção envolvendo os nomes deles. 

Ao receber a notícia da exoneração, feita pessoalmente pelo então ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, ainda em 2007, disse que ele seria indicado para a diretoria financeira da BR Distribuidora – uma subsidiária da Petrobras –, em virtude do reconhecimento dos esforços para ajudar a angariar os recursos que o PMDB.
Cerveró comandou a diretoria até 2014, quando a presidente Dilma Rousseff o exonerou, devido às descobertas de irregularidades na compra da refinaria de Pasadena.

SOLTO
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, deu liminar em habeas corpus para o publicitário Ricardo Hoffmann, condenado na Operação Lava Jato a 12 anos e dez meses de prisão pelos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Ontem segunda-feira, 18, Hoffmann deixa o Complexo Médico Penal de Pinhais, no Paraná. As informações são da Agência Estado.

Hoffmann estava preso desde abril de 2015, alvo da etapa da Lava Jato que pegou também o ex-deputado André Vargas (PT/PR) em suposto esquema de fraudes em licitações na área de publicidade da Caixa Econômica Federal e no Ministério da Saúde.

Nos autos do habeas corpus 132406, o ministro - no exercício do plantão na Corte máxima - entendeu serem ‘infundados os argumentos adotados para a imposição da prisão preventiva (de Hoffmann) , sendo suficientes a adoção de medidas cautelares, como a entrega do passaporte, recolhimento domiciliar e proibição de contato com os outros acusados na mesma ação penal.

A decisão de Lewandowski, dada na sexta-feira, 15, acolhe pedido da defesa de Hoffmann, subscrita pela advogada Maria Francisca Accioly, criminalista que defende o acusado.
"Constato a existência de constrangimento ilegal na manutenção da segregação cautelar do paciente (Hoffmann), uma vez que se mostram insuficientes os fundamentos invocados pelo juízo processante para demonstrar a incidência dos pressupostos autorizadores da decretação da preventiva", afirmou o ministro.
(O Liberal / G1)

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