quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Preso homem que usava nome de procurador para extorsão

Acusado se fez passar por assessor da Casa Civil e de Vice-governadoria. Um homem foi preso, no Núcleo de Combate à Improbidade e à Corrupção (NCIC), do Ministério Público do Pará, no final da tarde de ontem  quarta-feira (20), acusado de extorquir pessoas usando o nome do procurador de Justiça Nelson Pereira Medrado e do promotor de Justiça Hélio Rubens Pinho Pereira. Em troca ele oferecia facilidades aos investigados na Operação Filisteu. O acusado foi preso pelo próprio procurador.

Lúcio Oliveira, que já tinha mandado de prisão expedido pela Justiça, foi ao Ministério Público alegando ser assessor do chefe da casa civil e assessor do vice-govenador, com a desculpa de parabenizar o trabalho do promotor na mesma operação, que objetiva desarticular esquema de fraudes em processos licitatórios e superfaturamento de terrenos desapropriados pela prefeitura de Parauapebas, no sudeste paraense. Ele já vinha sendo procurado e tinha mandado de prisão preventiva expedido pela Vara Criminal de Parauapebas.

'O Lúcio Oliveira já vinha sendo investigado pelo NCIC e pelo Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). Para minha surpresa apareceu aqui hoje dizendo ser assessor do vice-governador e do deputado José Megale e que veio me parabenizar pelo trabalho que tenho realizado a frente do Ministério Público e da Operação Filisteu', relata Medrado. “Eu o reconheci da foto que consta do mandado de prisão. Com ele foram encontrados 30 mil reais em espécie, provavelmente provenientes de alguma extorsão ou outro negócio ilegal”, 


O promotor de Justiça Hélio Rubens resume as ações do MPPA, que já investigava Lúcio dentro do Ministério Público. 'Durante a Operação Filisteu o empresário Edmar Cavalcante, operador do esquema de corrupção foi preso. Depois da prisão dele, o Lúcio Oliveira, juntamente com outros dois comparsas, começaram a cobrar dinheiro da família dele em nome do Medrado e em meu nome. 

Conseguimos identificar os outros dois e eles foram presos, ainda por ocasião da Operação Filisteu. Só faltava prender o Lúcio e por incrível que pareça, ele veio até o Núcleo de Improbidade parabenizar o Medrado pelo trabalho que vem desenvolvendo'.

No celular encontrado com Lúcio Oliveira há várias conversar em que simula ser uma série de outras autoridades. Entre elas se faz passar pelo próprio  procurador de Justiça Nelson Medrado oferecendo supostas vantagens dentro do Ministério Público em investigações. 'Tem conversas dele extorquindo o prefeito de Muaná. O prefeito de Mocajuba já havia denunciado ao NCIC a prática de tentativa de extorsão pelo Lúcio', conta Medrado.

Após ser ouvido em depoimento, o preso será encaminhado à Susipe para as providências regulares e deverá ser encaminhado para uma das unidades disponíveis. Hoje mesmo já tínhamos feito uma série de diligências e iríamos prendê-lo amanhã. Foi inédito essa vinda de um investigado aqui na véspera de sua prisão”, destaca o coordenador do Gaeco, Milton Menezes.

Operação Filisteu
A operação denominada Filisteu desmontou esquema criminoso oriundo de fraudes em processos licitatórios e superfaturamento de terrenos desapropriados pela prefeitura de Parauapebas; emissão de notas fiscais frias e desvio de recursos públicos entre membros da câmara e o comércio na região. 

Foram presos no dia da Operação o vereador Odilon Rocha de Sansão e o empresário do ramo do comércio local, Edmar Cavalcante conhecido como “Boi de Ouro” acusado de emitir e vender notas fiscais frias.  (ORM News)

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