quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Casos de dengue têm redução de 36% no Pará, mostra boletim

Monte Alegre lidera o ranking entre os municípios, com 56 casos. Um total de 290 casos de dengue, 16 de zika vírus e um importado de febre chikungunya constam do terceiro Informe Epidemiológico de 2016 emitido pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) sobre as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, o que representa uma redução de 36% na quantidade de doentes com dengue no Estado em relação ao mesmo período de 2015, quando foram registrados 454 casos. Entre os municípios, Monte Alegre lidera o ranking com 56 casos confirmados, seguido por Oriximiná (38), Belém (24), Santana do Araguaia (25), Benevides (7) e Abaetetuba (5). Não houve registro de mortes por dengue em 2016. 

Para a confirmação de óbitos é necessária a investigação epidemiológica com aplicação do Protocolo de Investigação de Óbito do Ministério da Saúde, que prevê exames específicos em laboratórios credenciados do Estado, como o Laboratório Central (Lacen) e Instituto Evandro Chagas (IEC) – preconizados pelo Programa Nacional de Controle da Dengue – para inclusão no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

As ações contra a dengue são de competência dos municípios, que receberam verbas do Ministério da Saúde para vigilância, prevenção e controle da dengue, mas a Sespa orienta as prefeituras quando à utilização de inseticidas (larvicidas e adulticidas) e faz visitas técnicas aos municípios, apoiando a capacitação sobre a febre chikungunya. 

Quando há necessidade, a Sespa também faz o controle vetorial, como bloqueio de transmissão viral nas localidades, e articula ações com órgãos municipais de saneamento e limpeza urbana, tendo em vista a melhoria da coleta e destinação adequada de resíduos sólidos. Também fazem parte das ações atividades de educação e mobilização, visando a participação da população no controle da dengue. 

No informe não há registros de transmissão do vírus da febre chikungunya dentro do Estado. Este ano, somente um caso importado foi confirmado por critério laboratorial adotado pelo Instituto Evandro Chagas. Em 2015, 14 casos importados da doença foram confirmados no Pará. 

Dengue, chikungunya e zika têm sintomas parecidos, como febre e dores musculares, mas possuem gravidades diferentes, sendo a primeira a mais perigosa. A Sespa também informou ontem que a preocupação com a zika segue os mesmos procedimentos. Em 2015, foram registrados 42 casos da doença no Estado.  (O Liberal)

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