terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Delação premiada compromete Jader Barbalho mais uma vez

A informação é do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo do Rio de Janeiro. Jader Fontenelle Barbalho, o honestíssimo senador paraense do PMDB, será um dos alvos do acordo de delação premiada assinado pela construtora Andrade Gutierrez depois de quase 50 dias de negociações com o procurador geral da República, Rodrigo Janot. O acordo de delação contempla onze executivos da empreiteira Andrade Gutierrez, responsável, entre outras obras no Pará, pela construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu. O que está prometido no acordo de delação atinge diretamente Jader Barbalho e gente graúda da política nacional, como o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e os também senadores Edison Lobão (PMDB-MA) e Eduardo Braga (PMDB-AM), este atualmente comandando o Ministério das Minas e Energia.

O ex-presidente da Andrade Gutierrez, Danton Avancini, incluído no acordo de delação firmado com o Ministério Público Federal, em depoimento aos delegados federais que atuam na Operação Lava Jato, confessou ter pago algo em torno de R$ 20 milhões para políticos do PMDB e do PT por contas da sua participação no consórcio que constrói Belo Monte.

Jader Barbalho já foi denunciado dentro do esquema corrupto do Petrolão pelo ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, que confessou ao juiz Sérgio Moro que a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, rendeu US$ 15 milhões em propina, envolvendo - além de outros funcionários da Petrobras, os senadores Delcídio Amaral, do PT, então líder do governo Dilma Rousseff no Senado; o presidente da Senado, Renan Calheiros, além do tristemente notório Jader Barbalho.

Nestor Cerveró fechou acordo de delação premiada no dia 18 de novembro de 2015, reconheceu que pagou propina de US$ 6 milhões aos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Jader Barbalho (PMDB-PA).

Outro delator da Operação Lava Jato, o lobista Fernando Soares (Fernando Baiano) - que seria o operador do PMDB no esquema corrupto, apresentou à Polícia Federal versão parecida com a de Cerveró. Segundo Baiano, Renan e Jader teriam recebido US$ 6 milhões de propinas em contrato de um navio-sonda, enquanto Delcídio do Amaral teria ficado com comissão de US$ 1,5 milhão. (O Liberal)

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