sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Escolas públicas estaduais entram na luta contra o Aedes aegypti

 A guerra contra o zika vírus ganhou o reforço de mais de dois milhões de alunos da rede pública paraense. Nesta sexta-feira, 19, estudantes, professores, gestores e servidores de escolas públicas estaduais em Belém e no interior do estado fazem uma força tarefa de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika vírus e febre chinkungunya. A abertura oficial do dia D de Combate ao Zika, que integra a campanha nacional Pacto da Educação Brasileira contra o Zika, do Ministério da Educação, foi realizada na Escola Estadual Dom Pedro I, localizada no bairro de Val-de-Cães.

Em todo o País as comunidades escolares são convidadas a protagonizar ações do Pacto da Educação Brasileira contra o zika, mediante mobilização empreendida pelo Ministério da Educação, governos estaduais, prefeituras municipais, Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed), União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). No Pará, as ações serão coordenadas pelo Governo do Estado, por meio das secretarias de Educação (Seduc) e de Saúde Pública (Sespa) e outros órgãos, em sintonia com as Forças Armadas.

Para o governador Simão Jatene, essa integração é fundamental para alcançar resultados positivos contra o zika vírus. “A integração dos governos é importante, mas a integração com a sociedade é fundamental para que essa batalha seja vencida. Só iremos vencer essa guerra se a sociedade se mobilizar”, avaliou Jatene que acredita que eventos como o Dia D são importantes para enaltecer o debate sobre o tema, mas o trabalho deve ser diário. “O combate precisa ser feito todos os dias, em todos os lugares, e por isso é fundamental a participação de todos”, complementou.

O ministro das Minas e Energia, Eduardo Braga, esteve em Belém para participar da programação na escola Dom Pedro I e falou do desafio de enfrentar o mosquito. “O ovo do Aedes aegypti é muito resistente, fica muitos meses esperando um pouquinho de água para poder eclodir. Se todos fizerem a sua parte nós vamos derrotar esse mosquito que tem nos trazido tantos desafios, seja com a dengue, chinkungunya e agora com o zika”. 

Para Eduardo Braga, a comunidade escolar no combate ao zika é muito importante. “A importância das escolas é muito grande. Não só pelo volume de brasileiros nas escolas, são 60 milhões, mas pelo papel que os estudantes e professores podem desenvolver como multiplicadores dessa conscientização nacional”, concluiu.

As ações de combate ao mosquito na capital começaram em outubro do ano passado, por causa do início do inverno amazônico, segundo informou o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho. “Começamos o trabalho ano passado para nos prepararmos para o início das fortes chuvas. Nós praticamente dobramos o número de agentes de endemias. Nosso foco é o lixo que pode ser tornar criadouro de mosquitos, mas para conseguirmos manter a cidade limpa é necessária a participação de todos”, disse o prefeito.

O Dia Nacional de Mobilização da Educação contra o Zika aconteceu em todo o Brasil. No Pará, as ações estão sendo coordenadas pela Seduc em parceria com a Sespa. A secretária de Estado de Educação, Ana Cláudia Hage, informou que cada escola tem autonomia para desenvolver as ações que julgar necessárias dentro da campanha de mobilização contra o mosquito Aedes aegypti. 

“Estamos mobilizando o Pará inteiro. Temos cerca de 11 mil escolas e 2, 3 milhões de alunos em todo estado sendo mobilizados. Se cada aluno vier a combater o mosquito, souber prevenir na sua casa, escola e bairro que reside, certamente conseguiremos ficar livre do vírus”, reiterou a titular da Seduc.

Se depender da aluna da Escola Almirante Guilhobel, Maria Fernanda da Cunha, 11 anos, o mosquito da dengue já perdeu essa batalha. “A gente está juntando o lixo do chão e fazendo tudo o que possível para combater a dengue, porque ela pode matar as pessoas”, garantiu a menina ao convocar todos os estudantes a fazer parte das ações de combate ao Aedes aegypti.

O Dia D nas escolas Dom Pedro I foi marcado por apresentações culturais com a participação da banda do Corpo de Bombeiros e de alunos do Pro Paz. Também foram desenvolvidas atividades educativas com entrega de panfletos informativos, orientações sobre os danos provocados pelo mosquito Aedes aegypti, além da oportunidade de observar mosquitos e larvas através de microscópios, que puderam ser utilizados pelos alunos para entender melhor como o mosquito se reproduz. 

Também participaram da programação na escola Dom Pedro I, o senador Flexa Ribeiro; o secretário de Saúde, Vítor Mateus; o presidente da Fundação Pro Paz, Jorge Bittencourt; o secretário de Comunicação, Daniel Nardin; o deputado estadual Coronel Neil, e representantes das Forças Armadas.
Dani Filgueiras - Gabinete do Governador
Agência Pará de Notícias

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