quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Estado garante atendimento ao bebê com microcefalia associada ao Zika Vírus

Com a confirmação do primeiro caso de microcefalia em Belém relacionada ao Zika Vírus, a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sespa), garante o atendimento ao bebê de dois meses, residente no bairro do Tapanã. O bebê nasceu em novembro, na Beneficente Portuguesa e depois das análises do Instituto Evandro Chagas, foi confirmada a associação da microcefalia com o Zika Vírus por parte da mãe, quando ainda estava grávida. “Nós já temos unidades especializadas identificadas, que podem ser encaminhadas para essas referências. Como nós temos neuropediatras e infectologistas, para que a gente possa, através disso, ter a melhor conduta para o atendimento da criança. 

Através das nossas unidades, vamos acompanhar o desenvolvimento do bebê, inclusive da neuro estimulação. Nossas unidades estão prontas para receber esse bebê e outras possíveis crianças com microcefalia, para fazer o acompanhamento e dar orientações aos pais para fazerem a complementação desse tratamento em casa através dos estímulos neurológicos”, informou o secretário estadual de Saúde Pública, Vítor Mateus.

A microcefalia é uma condição rara em que o bebê nasce com o crânio do tamanho menor do que o normal. Um bebê nasce com microcefalia quando o tamanho de sua cabeça é igual ou menor a 32 centímetros. O crânio padrão de um bebê tem em torno de 33 a 37 centímetros. Na maior parte dos casos, a microcefalia é transmitida através de infecções adquiridas pela mãe, especialmente no primeiro trimestre de gravidez, que é quando o cérebro do bebê está sendo formado.

O grande aumento nos casos de microcefalia acontece ao mesmo tempo em que o país vive um surto de casos de Zika Vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite a dengue e a febre chikungunya. 

Não há como reverter a microcefalia com medicamentos ou outros tratamentos específicos. Mas é possível melhorar o desenvolvimento e a qualidade de vida da criança, com o acompanhamento por profissionais como fisioterapeutas, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais.

A disseminação do Zika Vírus e sua provável ligação com casos de microcefalia tornaram-se uma emergência de saúde pública internacional, declarada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Está confirmado que o Zika vírus durante a gravidez pode causar microcefalia porque foram encontrados vírus no líquido amniótico que envolve o bebê durante a gravidez e também no líquido cefalorraquidiano, presente no sistema nervoso central dos bebês que já nasceram e foram diagnosticados com microcefalia.

Cuidados - Nesta quarta-feira, 3, a Sespa atualizou os números oficiais de casos confirmados de microcefalia no Pará. No ano de 2015, foram 15 casos e até agora, 2016 já registra três casos. Sendo que nenhum desses números está associado ao Zika Vírus. A secretária adjunta da Sespa, Heloísa Guimarães, reforça a recomendação às mulheres para evitar a gestação.

 “Quem puder adiar o plano de ser mãe agora, é recomendável. O Zika Vírus é uma doença nova, estamos aprendendo muito sobre ela e é melhor adiar um pouco o sonho de ser mãe a correr o risco de contrair o vírus”, alertou a secretária adjunta.
J
á às mulheres grávidas, a Sespa orienta o uso, sempre, de repelentes e roupas que cubram a maior parte do corpo de picadas do mosquito transmissor do Zika. Entre as unidades de saúde do Estado que recebe o maior número de gestantes com suspeita de Zika, Dengue ou Chikungunya, está a Fundação Santa Casa de Misericórdia. 

“As grávidas que se dirigem até as unidades de saúde do seu bairro se queixando dos sintomas da doença como placas vermelhas pelo corpo, olhos vermelhos, febre e dores musculares, são encaminhadas até nós, para fazermos a triagem e coleta de sangue e aí sim, especificar o tipo de vírus”, disse a médica obstetra da Santa Casa, Belineth Cruz.

Para esclarecer a população sobre qualquer dúvida referente às endemias, a Secretaria Estadual de Saúde disponibiliza a Sala de Situação de Vigilância em Saúde, com atendimento 24 horas pelo telefone 40064308.
Syanne Neno - Secretaria de Estado de Comunicação
Agência Pará de Notícias

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