sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Pará se mantém livre do risco da febre aftosa desde 2014

Desde 2014 o Pará vem se mantendo entre os estados brasileiros com maior cobertura vacinal contra a febre aftosa, com o reconhecimento internacional pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) de livre da doença com vacinação. Os resultados da etapa da Campanha Estadual de Vacinação ante a Aftosa, realizada de 1º de novembro e 15 de dezembro do ano passado, mais uma vez confirmam o compromisso do Governo do Estado e dos produtores rurais com a defesa agropecuária paraense. 

A meta foi alcançada com o índice de vacinação de 98,89%, apenas 0,06% menor que o índice da primeira etapa da campanha. Para manter-se livre de aftosa com vacinação, segundo meta exigida pela OIE, o Estado precisa ter um índice de no mínimo 90% de vacinação.

Os fatores climáticos foram responsáveis pela diferença do percentual menor, comparando à etapa anterior. Isso porque, no segundo semestre do ano passado, a Amazônia passou pela pior seca e pelas maiores temperaturas registradas nos últimos 18 anos, o que resultou em queimadas e leitos de rios mais secos, dificultando o transporte e o manejo dos rebanhos em grande parte da região. 

Em razão disso, a etapa teve que ser prorrogada até o dia 15 de dezembro. Essa ligeira diminuição do índice vacinal ainda deve ser corrigida com a atualização dos dados que ainda serão repassados pelos produtores a Adepara.
Outro sistema de aferição se dará na compra dos fármacos para a imunização. “Pelo sistema de compra de vacinas das revendas, a instituição acompanha quem vacinou o rebanho, que foi a grande maioria. 

Até o dia 22 desse mês haverá um esforço concentrado por parte dos servidores da Adepará em deslocar-se até os produtores que não notificaram a vacinação no tempo hábil”, explicou o gerente do Programa Estadual de Erradicação da Febre Aftosa, George Santos. Quem não teve tempo de vacinar seu rebanho para a imunização ainda tem que fazê-lo, desde que sob orientação e assistência da Agência. 

Nesse período entre etapas de vacinação, a venda das vacinas nas revendas agropecuárias deverá ser autorizada pela Adepara, com a vacinação dos retardatários feita com data marcada e com a presença de um servidor da instituição.

O diretor geral da Adepará, Luciano Guedes, ressalta que “o Pará é detentor do quinto maior rebanho de bovídeos, o maior rebanho bubalino e o maior exportador de bovinos em pé do Brasil. Portanto, a manutenção da área livre de febre aftosa é estratégica pra o nosso Estado. 

Para manter assim essa condição sanitária, temos que estar sempre vigilantes, com rigorosa fiscalização em toda a extensão do nosso território, com o compromisso do Governo do Estado e o trabalho diuturno da Adepara em manter o Pará livre da aftosa é importantíssimo para a balança comercial paraense e a geração de empregos no Estado”.

Essa etapa da vacinação abrangeu 108.102 propriedades cadastradas pela Adepará em 128 municípios paraenses. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com a participação dos serviços veterinários estaduais e do setor do agronegócio, tem por meta fazer do Brasil um país 100% livre de febre aftosa até 2016. (O Liberal)

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