sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Polícia investiga venda de partos e abortos ilegais no Pará

Três pessoas foram detidas para prestar esclarecimentos na delegacia no município de Redenção, sudeste paraense. Eles foram ouvidos na operação 'Sexto Dia', da Polícia Civil, que apura a venda de partos e abortos ilegais no Hospital Municipal Materno Infantil, localizado no bairro Capuava. Foram apreendidos prontuários de atendimentos médicos, computadores e celulares. Os mandados de condução coercitiva foram cumpridos contra o diretor do hospital e dois médicos.
Segundo o delegado Antônio Miranda, superintendente da região do Araguaia, a Polícia Civil recebeu informações de que médicos do hospital estariam cobrando por partos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A partir dessa informação, as investigações foram iniciadas há cerca de quatro meses.

No decorrer das investigações presididas pelo delegado Pedro Henrique de Andrade, surgiram informações de que também abortos ilegais estariam sendo praticados no hospital e que envolveriam o diretor os médicos da unidade hospitalar. Inicialmente, quatro casos de venda de parto e aborto ilegal foram identificados.

As investigações mostram até o momento que mulheres grávidas faziam exames pré-natais na rede particular e na hora do parto os médicos cobrariam valores de até R$ 6 mil. Devido ao alto valor, elas acabavam aceitando fazer o parto na rede municipal, onde os médicos teriam exigido pagamentos de R$ 2 a 3 mil. 

No caso dos abortos ilegais, o diretor do hospital seria responsável por vender o medicamento 'Citotec' pela quantia de R$ 500 e encaminhar as pacientes para os médicos fazerem uma curetagem, procedimento em que são retirados os restos do aborto através de uma raspagem uterina. 

Além disso, os prontuários de atendimento médico eram rasurados para omitir os atendimentos realizados. A operação contou com a participação dos policiais civis da Superintendência Regional e do Núcleo de Apoio à Investigação (NAI) da região sul e sudeste do Pará. As investigações irão prosseguir para identificar outras pessoas supostamente envolvidas nos crimes. (Informações da Polícia Civil)

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