sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Sábado é Dia D contra o Aedes aegypti no Pará

Neste sábado (13), ocorre em todo país um mutirão de combate ao Aedes aegypti para incentivar a população a ajudar na eliminação dos focos do mosquito transmissor da dengue, chinkungunya e zika vírus. No Pará, 6.275 pessoas estarão envolvidas na campanha, entre servidores públicos da área de Saúde do Estado, da capital e da União, Sociedade Brasileira de Infectologia, sociedade civil e profissionais da Defesa Civil, além de 35 agentes de saúde mirins da Fundação Pro Paz e 4.700 militares da Aeronáutica, Exército e Marinha. A maioria estará nas ruas fazendo este trabalho. 

A abertura oficial dos trabalhos acontecerá na praça Batista Campos, em Belém, a partir das 9 horas, com a presença do governador do Estado, Simão Jatene; do secretário de Estado de Saúde Pública, Vitor Mateus; do ministro do Planejamento, Valdir Simão, e demais autoridades da saúde pública.

Na sequência, as ações ocorrerão até as 13 horas, de forma simultânea, nas praças Brasil e da República, onde serão montadas tendas para oferta de serviços à comunidade, como testes rápidos para detecção de doenças sexualmente transmissíveis - a exemplo do HIV e hepatites B e C -; entrega de lubrificantes e preservativos masculinos e femininos; verificação da pressão arterial e glicemia; orientação médica e instruções de combate ao vetor com entrega de fôlderes e ainda o check list com o slogan “10 minutos contra a dengue”, desenvolvido pelo Departamento de Controle de Endemias da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).

Em cada praça, as abordagens contarão com apoio dos profissionais das Forças Armadas, dos Agentes Comunitários e de Endemias da Secretaria de Saúde de Belém (Sesma), da Defesa Civil e da Sespa, que ainda manterá uma Sala de Situação no prédio do 1º Centro Regional de Saúde (1º CRS), na avenida Presidente Vargas, para o gerenciamento das ações de intensificação de combate ao mosquito.

Além das três praças, a campanha pelo Dia D em Belém contará com 13 pontos de apoio: mercado do Ver-o-Peso, Estação das Docas, Mangal das Garças, Terminal Rodoviário de Belém, Museu Emílio Goeldi, Bosque Rodrigues Alves, Aeroporto Internacional de Belém, Portal da Amazônia e nos cinco shoppings centers - Pátio, Boulevard, Grão Pará, Parque e Castanheira. 

Em todos esses locais haverá rondas com abordagens que incluirão atividades de conscientização e instruções sobre todas as informações que a população precisa saber para conter o avanço do Aedes aegypti. Um carro som com informações sobre a campanha também vai percorrer os bairros Batista Campos, Jurunas, Cidade Velha, Souza, Marambaia, Pratinha, Umarizal, Val-de-Cans, Mangueirão e Maracangalha.

Em nota técnica, a Diretoria de Vigilância em Saúde da Sespa afirma que a campanha atende a convocação do governo federal para adesão à mobilização nacional. Há também uma recomendação para que as gestões dos demais municípios promovam, neste sábado (13), visitação às residências e estabelecimentos comerciais no intuito de esclarecer a população sobre os meios mais indicados para eliminar criadouros do mosquito.

O slogan da campanha da Sespa sugere  que 10 minutos por semana são suficientes para afastar o perigo de possíveis criadouros em ambientes domésticos, a exemplo de calhas, entulhos, lixo e recipientes com água parada. “É importante, no entanto, que a população crie o hábito de repetir sempre essa estratégia em casa. 

Se fizermos direitinho a limpeza, podemos evitar a eclosão dos ovos e também que as larvas se tornem mosquitos adultos, já que esse processo dura entre sete e dez dias”, explica o médico Bernardo Cardoso, coordenador do Departamento de Controle de Endemias da Sespa.

A campanha pelo Dia D da dengue reforça ainda mais as estratégias que o governo estadual vem desenvolvendo desde o início de 2016, como a criação da Força Tarefa que inseriu o reforço inédito das Forças Armadas, Defesa Civil e Fundo para a Infância das Nações Unidas (Unicef) e a implantação da sala de situação na própria Sespa, que monitora tanto a questão epidemiológica dos casos de infestação predial, bem como ocorrências em relação às gestantes, e às questões relacionadas à microcefalia.

Segundo o mais recente informe epidemiológico, do início de janeiro para cá o Pará já registrou 191 casos de dengue, cinco de Zika vírus e um importado de febre chikungunya. A estatística inica ainda uma redução de 33,44% na quantidade de doentes com dengue no Estado em relação ao mesmo período de 2015, que registrou 287 confirmações.

Os vírus da dengue, chikungunya e zika provocam doenças com sintomas parecidos, como febre e dores musculares, porém com gravidades específicas. Das três, a dengue é a mais perigosa, pois pode ser causada por quatro sorotipos diferentes do vírus, que leva o paciente a apresentar febre repentina, dores musculares, falta de ar e fraqueza. A forma mais grave é caracterizada por hemorragias e pode levar à morte.

A febre chikungunya provoca principalmente intensas dores nas articulações. Os sintomas duram entre 10 e 15 dias, mas as dores articulares podem permanecer por meses e até anos. Complicações sérias e morte são muito raras. Já a febre por vírus zika leva a sintomas que permanecem por, no máximo, sete dias. 

A única morte ocorrida no Pará por zika foi a de uma menina de 16 anos, do município de Benevides, no Pará, anunciada pelo Ministério da Saúde em 28 de novembro de 2015. O tratamento para zika é de suporte ao paciente e correção de sequelas. Mas a Sespa ressalta que adota, em relação ao vírus zika, os mesmos procedimentos de combate à dengue e à febre chikungunya.
Mozart  Lira - Secretaria de Estado de Saúde Publica
Agência Pará de Notícias

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