segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

X-9 paulistana homenageia o açaí e a história de Belém

A X-9 Paulistana encerrou a última noite de desfiles do Grupo Especial de São Paulo com uma homenagem a Belém e ao açaí, fruta típica do Pará. A escola pisou na avenida às 5h47 já com problemas e fez um desfile tenso. Uma oca que era parte fundamental da comissão de frente ficou “desgovernada”, e os integrantes não conseguiam colocá-la no centro da pista. Após algum esforço, a alegoria voltou a funcionar e o desfile prosseguiu. Mas já havia chegado na cabine dos primeiros jurados, e a escola pode perder pontos.

A escola teve dificuldades em duas outras alegorias e entrou incompleta na avenida. Partes do abre-alas precisaram ser retiradas para conseguir entrar na avenida e formou-se um buraco no desfile, prejudicando a X-9 no quesito evolução e alegoria.

Um rapaz caiu de outro carro e precisou ser socorrido pelo Samu. Um eixo da alegoria teria quebrado e o carro empenou para um lado. O carro acabou entrando na avenida sem nenhum integrante do lado esquerdo, o que também pode lhe custar pontos. O problema seria excesso de peso, segundo integrantes da escola. O rapaz que caiu do carro foi levado consciente para a Santa Casa.

Por causa do atraso no começo do desfile, aos 40 minutos a comissão de frente ainda não havia chegado ao final da avenida – gerando preocupação quanto ao tempo da escola. “Acredito que tivemos uma entrada difícil, mas conseguimos corrigir e vir até o fim com vontade, força, garra e determinação”, disse o presidente da X-9, André dos Santos Filho, ao final do desfile. Com 2,8 mil integrantes em 25 alas, a escola da zona norte tenta se recuperar do resultado ruim do ano passado, quando ficou em 11º lugar. A X-9 tem dois títulos, de 1998 e 2000.

A bateria foi um dos destaques da escola, com paradinhas e paradões, e uma pegada forte que ajudou a manter a animação dos componentes da X-9, apesar dos problemas e do horário. A modelo Gracyanne Barbosa desfilou pelo terceiro ano como rainha da bateria. Nas alegorias, o carro que representou o Mercado Ver-o-Peso foi o melhor. As fantasias não tiveram grandes inovações e algumas alas vieram muito parecidas.

No fim do desfile, a X-9 teve novamente problemas de evolução, com buracos entre as alas antes do último carro, que representou o Círio de Nazaré, maior festa do Pará. Antecedido por um tripé e uma miniprocissão, a composição do carro foi um dos diferenciais do desfile – na sua maior parte sem inovações. A X-9 precisou correr um pouco para terminar o desfile às 6h47 com 1h02, dentro do tempo regulamentar.
(O Liberal)

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