sábado, 12 de março de 2016

Ao reeleger Michel Temer, PMDB define afastamento do governo

Há 15 anos presidente do PMDB, Michel Temer será reconduzido neste sábado (12) ao cargo, por mais dois anos, por aclamação dos peemedebistas, numa demonstração de força e unidade em torno do afastamento do governo Dilma Rousseff. Sem poder romper formalmente, já que Temer é vice-presidente eleito na chapa presidencial, o partido sinalizará descontentamento com a petista e garantirá aos deputados e senadores independência em relação ao Planalto nas votações no Congresso, inclusive, no processo de impeachment.
A maioria dos peemedebistas não acredita numa reação de Dilma e acha que sua gestão está com os dias contados.

Na cúpula partidária, a opinião do presidente do PMDB no Rio, Jorge Picciani, que deu três meses de sobrevida ao governo, e a posição do presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), que ensaiou dificultar a recondução de Temer, mas acabou recompondo, apontam para uma convergência: a hora é de todos se unirem e esperaram o que vai acontecer com a presidente. Renan, considerado por Dilma um importante aliado, é um dos peemedebistas que está escrevendo o documento que será aprovado na convenção partidária e que dirá que o PMDB tem compromisso com o país, e não com o governo.

A convenção ocorrerá durante todo o dia de hoje debaixo de críticas a Dilma, que não foi convidada, segundo um cacique do PMDB, “para não ser vaiada”. Serão apresentadas moções defendendo o rompimento com o Planalto por integrantes do partido na Bahia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Os peemedebistas deverão juntá-las e aprovar um documento único, dando ao diretório nacional um prazo de 30 dias para aprovar o rompimento. A estratégia é esperar o avanço do impeachment.

A nova executiva nacional terá como vice-presidente o senador Romero Jucá (RR), que foi líder de Dilma antes de virar oposicionista. Sondado sistematicamente pelo PT e pelo Planalto a retomar o posto, disse que estão lhe oferecendo um “camarote no Titanic". “Prefiro ficar em terra firme”, brinca. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), perderá a vaga de titular do Diretório. Os peemedebistas do Rio não vão reconduzi-lo. (msn/ Jornal Extra)

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