terça-feira, 29 de março de 2016

Governo do Pará e Banco da Amazônia asseguram investimentos no Pará

O governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), e o Banco da Amazônia assinaram um protocolo de intenções para alinhar ações de fomento no Pará. O banco vai disponibilizar R$ 1,5 bilhão em recursos para serem aplicados em diversos setores da economia que estejam alinhados ao plano de desenvolvimento articulado pelo governo estadual. O protocolo foi assinado na manhã desta terça-feira (29), no Palácio do Governo.

No protocolo de intenções as instituições se comprometem promover ações coordenadas, integradas e cooperadas para impulsionar o desenvolvimento econômico e social do estado do Pará, alinhando resultados prospectados ao Plano de Recursos do FNO (Fundo Constitucional de Financiamento do Norte) e ao Plano de Aplicação de Recursos Financeiros do Estado, em 2016. Para o governador Simão Jatene, a iniciativa de aplicar recursos de forma articulada é uma ferramenta importante para alcançar melhores resultados no desenvolvimento do estado.

“O investimento por si só já traria algum retorno, mas se ele é feito de forma integrada ele gera resultados adicionais que terminam potencializando o investimento inicial e é exatamente isso que a gente quer. 

Esse protocolo pretende criar sinergia para que os investimentos se façam de forma mais orgânica e integrada. Quanto mais o investimento estiver articulado entre os vários atores, melhor resultado ele traz para a sociedade”, reiterou Jatene, que acredita que a única forma de se enfrentar a pobreza e a desigualdade é através de investimento.

O presidente do Banco da Amazônia, Marivaldo Gonçalves Melo, ressaltou que o banco tem a identidade muito ligada ao Pará, que é o estado com maior volume de crédito aplicado pela instituição financeira. “Temos 43 agências e mais de 71% do crédito de fomento da região, além de mais de R$ 1,4 bilhão aplicado exclusivamente na agricultura familiar, que é o nosso maior desafio de fortalecimento da cadeia produtiva”, avaliou Melo.

Na ocasião, o presidente do Banco da Amazônia parabenizou a prospecção feita pelo Estado para o desenvolvimento econômico da região nos próximos 15 anos, o Plano Pará 2030, e disse que ele será a bússola para os trabalhos desenvolvidos pela instituição financeira. “É uma iniciativa extremamente importante para que você pense o estado a longo prazo. Que ele não seja apenas um plano de governo, mas um plano de Estado”, reiterou Marivaldo Melo.

O recurso disponibilizado pelo Banco da Amazônia é para ser aplicado no Pará ainda este ano. Do total de investimentos, R$ 1 bilhão é proveniente do FNO e R$ 507 milhões da carteira comercial do banco. Dos recursos do FNO, R$ 287,6 milhões vão para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), R$ 200,7 milhões para as micro e pequenas empresas e empreendedores individuais, e R$ 79 milhões para o Programa de Agricultura de Baixo Carbono que foi lançado em 2015 e é destinado a projetos agropecuários e florestais para redução da emissão de gases de efeito estufa na região.

Governo do Pará e Banco da Amazônia também assinaram o termo aditivo que prorroga, por mais um ano, a vigência do termo de cooperação técnica que dinamiza o acesso a recursos direcionados para investimentos em projetos turísticos nas rotas turísticas implementadas no Pará através da Secretaria Estadual de Turismo (Setur). 

Ainda foi assinado um convênio com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), para a execução de um programa de assistência técnica aos empreendimentos financiados com os recursos do FNO e outros empreendimentos operacionalizados pelo próprio banco no Pará.

Participaram da reunião o vice-governador Zequinha Marinho; o deputado estadual Haroldo Martins, os secretários de Estado Adnan Demachki e Adenauer Góes, da Sedeme e Setur, respectivamente; o presidente da Emater, Paulo Amazonas Pedroso; o superintendente regional do Banco da Amazônia, Luiz Euclides Barros; além de clientes e gerentes de agências bancárias do Banco da Amazônia.

Regiões - Segundo o Plano de Aplicação de Recursos Financeiros 2016, há investimentos previstos para todas as mesorregiões do Estado. No Baixo Amazonas, por exemplo, na microrregião de Santarém, os esforços serão para o desenvolvimento da piscicultura e da cadeira produtiva da mandioca. 

No Marajó, em Soure, haverá investimentos na cadeia de frutas regionais, como o açaí, na aquicultura, bubalinocultura de corte e leite e ovino-caprinocultura. Já na mesorregião Sudeste, os recursos serão destinados na microrregião de Marabá para potencializar o reflorestamento, a pecuária de corte e o setor de mineração.

O Governo contribuirá por meio de investimentos no agronegócio, para promover a inserção da produção familiar nos mercados, bem como os setores industriais e de serviços, a partir da expansão de atividades de maior demanda de mão de obra. 

Dentro desse processo, a intenção é promover ainda mais a geração de emprego e renda, assim como garantir e disponibilizar os serviços de assistência técnica e extensão rural do Estado, além de oferecer recursos financeiros para melhorar a expansão da infraestrutura econômica básica em áreas prioritárias.
Dani Filgueiras - Gabinete do Governador
Agência Pará de Notícias

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