segunda-feira, 7 de março de 2016

Novo sistema integrado vai agilizar o atendimento no Pro Paz Mulher

 Nesta terça-feira (8), dia internacional da mulher, o Pro Paz passa a oferecer um atendimento mais interligado, ágil e seguro. É que começa a funcionar o sistema de informação que vai permitir a integração de serviços médico, psicossocial, de defesa social e perícia em um único espaço virtual. Com a nova ferramenta digital, será possível traçar o perfil da vítima e do agressor, bem como mapear os bairros com maior registro de ocorrências.

“Essas informações vão ajudar nas tomadas de decisões e no planejamento das ações, além de possibilitar uma estatística mais segura e precisa”, diz a coordenadora do Pro Paz Mulher, Raquel Viana. Atualmente, os cadastros das vítimas são feitos em fichas de papel. Com a informatização, o trabalho ficará muito mais ágil e prático, ampliando, inclusive, o número de atendimentos na unidade, que moderniza assim o serviço prestado à população.

Ao longo de uma pesquisa de quase dois anos, foram verificadas as necessidades dos técnicos e, a partir de então, o sistema foi pensado e desenhado. “Este é um programa piloto. Num prazo de 30 dias vamos ajustando e instalando nas demais unidades do Pro Paz no Pará”, diz o coordenador do núcleo de políticas sociais do Pro Paz, Jadson Chaves.

A psicóloga do Pro Paz Adriana Meira está otimista com os resultados que o sistema deve produzir. Ela aposta num trabalho mais detalhado e eficaz no combate à violência contra a mulher. “Vai ajudar bastante o serviço, facilitando a avaliação do atendimento e até na elaboração dos laudos que precisamos emitir para a justiça”, acredita.

No futuro, o sistema do Pro Paz estará integrado ao Sisp 2.0, ferramenta inteligente usada pela segurança pública do Estado que permite uma averiguação mais ampla do caso, possibilitando anexo de fotos, vídeos e áudios, mapeando casos e associação de organizações criminosas, entre outros. Este formato de sistema de cadastro foi considerado pelo Ministério da Saúde modelo na atenção à saúde integral das vítimas de violência no país.

Modelo de atendimento pioneiro no Brasil, por adotar uma concepção de trabalho que agrega, em um único espaço, todos os serviços necessários a uma assistência imediata, humanizada e eficaz às vítimas de violência, o Pro Paz Mulher dispõe de uma equipe multidisciplinar que integra profissionais de assistência social, psicologia e médicos, além de contar com os núcleos de Responsabilização do Agressor (a cargo da Polícia Civil) e Jurídico (onde atuam o Ministério Público, Defensoria Pública e Tribunal de Justiça). Também dispõe de serviço pericial, que oferece exames especializados e emissão de laudos para constatação de abuso sexual ou agressão física.

Denúncias – As ações de combate à violência contra a mulher vêm se intensificando no Pará com políticas públicas e sociais cada vez mais presentes e eficazes. A Patrulha Maria da Penha é um exemplo de trabalho que deu certo e vem mostrando resultados. Em apenas três meses de atuação, o projeto já apresenta bons resultados. As estatísticas mostram que as mulheres passaram a denunciar mais, pois elas se sentem mais seguras e convictas nessa luta contra a violência.

Criado no fim do ano passado e pioneira na região Norte, a Patrulha Maria da Penha foi desenvolvida em parceria entre o Tribunal de Justiça do Estado (TJE), Polícia Militar e Pro Paz Mulher e tem como objetivo garantir o cumprimento de medidas protetivas concedidas às mulheres vítimas de violência. O projeto atua na fiscalização ativa e especializada, com doze policiais operando integralmente no projeto e oito como auxiliares.

A patrulha funciona com revezamento de militares, que fazem visitas semanais às vítimas para conferir de perto se as medidas estão sendo cumpridas. Entre as medidas protetivas urgentes estabelecidas pela Lei Maria da Penha estão o afastamento do agressor do lar ou local de convivência com a vítima; proibição do agressor de se aproximar da vítima; proibição do agressor de contatar a vítima, seus familiares e testemunhas por qualquer meio; obrigação do agressor de dar pensão alimentícia provisional ou alimentos provisórios; proteção do patrimônio, através de medidas como bloqueio de contas, indisposição de bens, restituição de bens indevidamente subtraídos pelo agressor, prestação de caução provisória, mediante depósito judicial, por perdas e danos materiais decorrentes da prática de violência doméstica, entre outras.

As varas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher em Belém são as responsáveis em selecionar as mulheres que foram indicadas para atendimento pelo projeto. O Pro Paz Mulher e oferece todo aparato necessário, ou seja, um serviço integrado e completo que vai desde o acolhimento até a atenção da saúde da vítima.

Onde encontrar atendimento do Pro Paz/ Deam no Pará:
- Pro Paz Mulher e Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam)
Travessa Mauriti, 2.394, entre Avenida Rômulo Maiorana (25 de Setembro) e Duque de Caxias, Marco
- Núcleo Santa Casa
Rua Bernal do Couto, s/n, Umarizal, Belém. Telefone: (91) 4009-2268/ 3223-2412
- Núcleo Renato Chaves
Rodovia do Mangueirão, s/n, Benguí, Belém. Telefone: (91) 4009-6000
 - Posto de Atendimento Avançado Pro Paz Integrado - Terminal Hidroviário de Belém Luiz Rebelo Neto
- Galpão 9 da Companhia Docas do Pará (CDP), ao lado do posto do Juizado da Infância e Juventude, próximo ao portão de desembarque
- Núcleo Baixo Amazonas
Avenida Sérgio Henn, 70, bairro Inventoria, Santarém
- Núcleo Zona Bragantina
Rua Martins Pinheiro, s/n, esquina com Duque de Caxias, bairro Alegre, Bragança
- Núcleo Xingu
Rua Curitiba, s/n, bairro Jardim Uirapuru, Altamira
- Núcleo Região do Lago
Rua São Paulo, s/n, bairro Bela Vista, ao lado da Creche Menino Deus, atrás do Detran, Tucuruí
- Núcleo Região Guajarina
Rua Industrial, s/n, Jardim Bela Vista, ao lado do Quartel, Paragominas. Telefone: (91) 3729-1068
Bianca Teixeira - Secretaria de Estado de Comunicação
Agência Pará

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