sexta-feira, 11 de março de 2016

Você acha que a Mega-Sena forja resultados? Caixa responde várias perguntas

Principal modalidade lotérica do país, a Mega-Sena completa 20 anos nesta sexta (11). Desde 1996, já foram realizados 1.798 concursos, que colocaram milhões de reais em disputa entre os apostadores.
Mesmo com a tradição consolidada, a Mega sempre foi alvo de boatos e teorias conspiratórias. É verdade que alguns casos ajudam a alimentar essas teorias. No ano passado, por exemplo, o MPF-GO (Ministério Público Federal de Goiás) denunciou um esquema de fraude nas loterias da Caixa Econômica Federal, que promove a Mega.

A demora de dias para se saber se houve vencedores no primeiro concurso de 2016 também contribuiu para o aumento da desconfiança.
Por isso, o UOL selecionou as dúvidas mais recorrentes apresentadas pelos internautas na área de comentários dos textos sobre os sorteios da Mega-Sena e enviou-as para a Caixa. Veja como respondeu o gerente nacional de loterias da instituição Edilson Carrogi:

1 - É possível emitir uma aposta da Mega com data e horário retroativos?

Tal hipótese é impossível de ocorrer. As Loterias da Caixa mantêm sob rígido controle todos os processos e rotinas operacionais relacionados à captação de apostas, ao sorteio, à apuração das apostas premiadas e ao pagamento de prêmios, com o objetivo de garantir total segurança das informações e a conformidade legal das operações.

2 - Há como saber, minutos após o fim das apostas, todas as as combinações não jogadas?

A hipótese de apertar um botão minutos após o encerramento das apostas para levantar qualquer tipo de dado é realmente impossível de ocorrer. A Caixa dispõe de mais de 13 mil casas lotéricas, onde são efetuadas, em média, 202.442.252 transações por dia, entre jogos e não jogos.

Mantemos um rígido controle desse procedimento, considerado o mais adequado para a periodicidade e volume de dados envolvidos, que também é auditado pelos órgãos fiscalizadores do governo federal, como TCU (Tribunal de Contas da União) e a CGU (Controladoria-Geral da União), por exemplo. Ao implementar os controles exigidos, a Caixa garante a conformidade dos seus processos com requisitos legais, a credibilidade de sua imagem como operadora de jogos e a confiança de apostadores e demais partes interessadas.

3 - Por que a Caixa não pede a identificação do apostador no jogo feito?

A Caixa não faz a identificação do apostador por diversos motivos, pois, além das questões legais vigentes, devido ao grande volume de apostas comercializadas --são mais de 2 bilhões de apostas por ano--, a identificação iria impactar na rotina operacional das unidades lotéricas e, consequentemente, no tempo de atendimento.

Mas o recibo de aposta configura-se um título ao portador, e é possível torná-lo pessoal e intransferível, bastando que o apostador escreva no verso do bilhete, no campo disponível, o seu nome completo e o CPF. Isso é suficiente para garantir ao cliente que somente ele poderá receber o prêmio, no caso de premiação. Em função do exposto, a identificação do apostador não é prática usual no modelo vigente no Brasil e no mundo, sendo viável em canais virtuais, como por exemplo, as loterias na internet. (UOL)

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