terça-feira, 5 de abril de 2016

Belém registra duas mortes de crianças pela gripe H1N1

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) confirmou, ontem (4), a ocorrência de duas mortes causadas pelo vírus H1N1, em Belém. Duas crianças, ambas de dois anos, morreram em consequência da gripe influenza. Desde janeiro, foram registrados seis casos na cidade, superando os registros de 2015, quando duas pessoas contraíram vírus dos tipos A e B e houve uma ocorrência de óbito. Segundo a Sesma, o número registrado em 2016 já é preocupante, especialmente porque a campanha nacional de vacinação contra a Influenza A está prevista para começar apenas no dia 30 de abril, estendendo-se a 20 de maio. No Pará, 1,8 milhão de doses da vacina devem ser distribuídas, para imunização prioritária de grávidas, crianças de 6 meses a 4 anos, trabalhadores da área da saúde, mulheres lactantes, índios, presidiários, funcionários do sistema penal, adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas, pessoas a partir de 60 anos, hipertensos, renais crônicos e diabéticos.

“Anualmente temos essa vacinação, mas, além disso, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) dá palestras sobre o assunto, enfatizando os sintomas, as complicações e os cuidados”, disse ontem a chefe de Divisão de Vigilância Epidemiológica da Sespa, Fátima Chaves. Leila Flores, do Departamento de Vigilância em Saúde da Sesma acrescentou que a doença apresenta sintomas iniciais de um resfriado comum. Ainda segundo a Sesma, se a pessoa gripada sentir febre, falta de ar e cansaço, muito possivelmente estará com H1N1. Por isso, é necessário procurar imediatamente um posto de saúde.

Segundo reportagem exibida na noite de ontem pelo Jornal Liberal 2ª Edição, uma menina de 13 meses, filha de Edvânia Aguiar, está internada há 26 dias, diagnosticada com a gripe influenza. A família foi alertada para a possibilidade de mais alguém estar infectado e o resultado foi positivo: na casa de Edvânia estão com a gripe sua mãe, que veio de outra cidade para ajudá-la a cuidar da criança, e a babá Adriane Costa. Ela tem duas outras filhas. 

O H1N1 – que é uma recombinação entre o vírus humano e o suíno – circula no mundo todo. O avanço recente no número de casos registrados no Brasil se dá pelo aumento de virulência, ou seja, o vírus ficou mais agressivo, com ação mais danosa. “Para combatê-lo não basta só vacinar; é preciso mudar os hábitos também, explica a infectologista e professora da Universidade do Estado do Pará (Uepa) Consuelo Oliveira. “Não são os sintomas que matam, e sim as complicações, como pneumonia, insuficiência respiratória aguda e pouca oxigenação do cérebro, a chamada hipoxia”.

A confirmação do diagnóstico é feita após análise da secreção do paciente nos primeiros dias. No Pará, dois lugares estão aptos a fazer os exames: o Instituto Evandro Chagas e o Laboratório Central (Lacen), mas nem todos os casos são submetidos à análise. “Os exames só são feitos em casos graves, quando a secretaria é acionada pelas unidades se saúde”, advertiu Consuelo Oliveira. O mais recente boletim divulgado pela Sespa mostra que o Pará notificou, até o dia 29 de março de 2016, 24 casos de H1N1, com quatro confirmações e uma morte. (O Liberal)

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