sexta-feira, 15 de abril de 2016

Comitiva francesa conhece oportunidades de investimento no Pará

O Pará está na rota de instituições francesas interessadas em oportunidades na área da pesquisa, educação e tecnologia. No início da tarde de ontem quinta-feira (14) ocorreu, no hotel Radisson, em Belém, a primeira parte do Ciclo Nacional de Formação 2015-2016, Espaços da Ciência, Territórios e Sociedades, promovido pela embaixada francesa e o Institut des Hautes Etudes pour la Science et la Technologie (Ihest). O Governo do Pará apresentou as oportunidades e ações governamentais que estão sendo desenvolvidas na região.

Na abertura da programação o conselheiro científico da embaixada da França no Brasil, Philippe Martineau, disse que se surpreendeu quando veio ao Pará pela primeira vez, diante do que denominou de “clichê francês”, por acreditar que o Brasil se resume às cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. “Quando ouvia falar em Belém eu pensava em uma cidadezinha no meio da floresta.

Qual não foi minha surpresa ao me deparar com essa cidade enorme e cheia de oportunidades”, avaliou Martineaur, que visita a capital paraense pela quarta vez.
A diretora  do Intituto dos Altos Estudos para a Ciência e Tecnologia, Marie-Françoise Chevallier-Le Guyader, disse que o momento é de trocar experiências e adquirir conhecimentos sobre o Pará. “Temos um bom potencial para desenvolver cooperação com o Estado em diversos setores.

 Uma das coisas mais importantes dessa missão é mostrar o que o Pará é realmente e como podemos potencializar novas parcerias”, reiterou, informando que a delegação formada por mais de 40 representantes de diversas empresas e organizações terá uma semana no Pará, para ter acesso a várias informações e poder observar in loco as oportunidades para o futuro.

Vantagens - O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, Adnan Demachki, fez a apresentação das potencialidades econômicas, estruturais e ambientais do Pará, destacando que o Estado tem localização geográfica privilegiada, estando mais perto dos portos da Europa, Estados Unidos e Ásia. O Pará, que também detém 25 mil quilometros de rios navegaveis, 62% do estoque de água doce da Amazônia e 25% do potencial energético do país é, na opinião do secretário, uma terra de oportunidades.

“Somo um Estado que tem muito a oferecer, em diversas áreas. Com a França já temos um histórico de cooperação tecnológica e científica e, mais intensamente, uma grande cooperação econômica, por meio de três empresas francesas que estão investindo no Pará na área de energia, agronegócios e fertilizantes. Hoje apresentamos números e projetos para que possamos melhorar a cooperação científica e tecnológica e aumentar a cooperação para mais investimentos que gerem emprego e renda para a população”, destacou Demachki.

Na ocasião, o titular da Sedeme informou que 70% do território paraense são florestas intocadas que devem permanecer intactas mesmo com os projetos estruturantes planejados para a região. “As florestas vão continuar sendo florestas”, garantiu Adnan Dechki, ao destacar que o Estado criou o programa Municípios Verdes como ferramenta para assegurar a manutenção da floresta. A expectativa do Estado é promover o desenvolvimento da produção por meio da qualidade do uso dos 30% de áreas que foram abertas no passado.

O potencial mineral do subsolo paraense, rico em minérios como alumínio, caulim, ferro e manganês, também foi apresentado, bem como a  vocação do Estado para fruticultura, que tem como destaque o açaí e o cacau. 

“O Pará é o maior produtor de açaí e estamos investido para que a produção seja verticalizada aqui mesmo. No próximo ano seremos também o maior produtor de cacau do país e já começamos o processo de beneficiamento para a produção de chocolate”, reiterou Adnan, que também destacou a cultura de palma para a produção de óleo vegetal.

Tecnologia - O secretário Alex Fiúza de Mello, da Secretaria de Estado de Ciência de Tecnologia (Sectet), mostrou os investimentos que o Estado tem feito na área de pesquisa e para os avanços na promoção de mão de obra qualificada. O Parque de Ciência e Tecnologia do Guamá, que é um polo para fomentar o conhecimento sobre a biodiversidade amazônica, e o Programa Bio Pará, que busca associar empresas que financiem pesquisas para identificação de potências produtivas foram algumas das iniciatrivas apresentadas.

A implantação de 1,5 mil km de fibra ótica, que vão dotar o Estado de internet de alta qualidade, também foi apresentada como investimento estadual em infraestrutura, para viabilizar a implantação de novas empresas no Pará. 

O presidente da Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Pará (Prodepa), Theo Pires, mostrou o mapa de implementação da rede e as empresas parceiras que estão cooperando para o desenvolvimento do projeto. “Além das empresas dividirem o custo de implantação, também são divididos os gastos de manutenção do serviço. A fibra ótica significa mais desenvolvimento, mas ela significa especialmente a redução da desigualdade”.

O titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), Luiz Fernandes, apresentou os avanços na  redução do desmatamento no estado e na recomposição das áreas degradadas. A comitiva francesa terá um novo encontro com o secretário para uma apresentação detalhada dos programas desenvolvidos pela secretaria, em especial, sobre o plano estratégico para alcançar o desmatamento líquido zero. O evento também teve apresentação dos potenciais turísticos gastronômicos da cidade de Belém, feita pelo presidente do Comitê Organizador dos 400 anos de Belém, Eduardo Klautau.
Dani Filgueiras - Gabinete do Governador
Agência Pará de Notícias

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