quarta-feira, 27 de abril de 2016

Governador participa do Congresso do Ministério Público da Região Norte

O governador Simão Jatene proferiu nesta quarta-feira (27) a palestra inaugural do 2º Congresso do Ministério Público da Região Norte, que ocorre no hotel Crowne Plaza, até sexta-feira (29). “A atuação do Ministério Público no Combate à Corrupção” é o tema do evento, promovido pela Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp) e a Associação do Ministério Público da Região Norte. A relação entre ética e política foi o assunto abordado pelo governador, que fez um apanhado sobre a situação política do país e do Pará, diante de um cenário que considera de “completa paralisia econômica e perplexidade política”. “Falar sobre isso é um desafio, principalmente no momento em que o país assiste a notícias que, se de um lado são capazes de surpreender os mais atentos analistas da socioeconomia brasileira, de outro estarrece a todos os brasileiros”.

Jatene também falou da necessidade de fortalecer os mecanismos de comando e controle para coibir e punir o transgressor, independente do lugar que ele ocupe no seio da sociedade. “Mais do que nunca precisamos punir o transgressor, mas é fundamental criminalizar a transgressão”, avaliou o governador, para quem a sociedade precisa enxergar a transgressão com o mesmo peso e medida que avalia o transgressor.

“O grande desafio brasileiro é superar essa forma de tratar a transgressão como ‘jeitinho’. Se eu estacionar em local proibido não faz mal? Faz mal sim. Isso agride o outro e é sempre um ato de violência. Essas pequenas coisas criam uma cultura na cabeça das pessoas de achar que você pode ter direitos, sem deveres”, avaliou Jatene, afirmando a necessidade de punir de forma exemplar todos os envolvidos em atos de corrupção e que direitos e deveres devem andar de mãos dadas.

“O jeitinho brasileiro não pode ser a forma de convivência das pessoas, porque certamente ao dar um jeitinho para resolver o problema de um, estou causando uma violência contra todos os outros que não foram beneficiados pelo mesmo tipo de jeitinho”, reiterou o governador.

Simão Jatene destacou que é preciso retirar a política da atual crise. “Vivemos um tempo em que a política se tornou insignificante porque ela perdeu a capacidade de ser resolução de conflitos e de responder às necessidades básicas da sociedade. A política tem que ser um educador coletivo, e para isso é necessário recuperar o exercício da política de conhecer a sociedade e desnudar as mazelas, superando-as sem tirar vantagens dela, como é hoje”.

O presidente da Associação do Ministério Público do Pará, Manoel Murrieta, disse que o governador sempre participa dos congressos da entidade, enriquecendo os debates. “Ele nos traz informações da situação do Estado e da crise nacional brasileira, e isso traz para o congresso mais uma provocação para a nossa formação e desafios”, reiterou ele, ao explicar que o congresso do Norte representa a expectativa de os Estados terem um diálogo integrado com o MP e as instituições parceiras.

Manoel Murrieta frisou ainda que o Ministério Público fortalece as instituições na Amazônia. “O próximo passo é sair daqui com definições de comunicação entre as instituições, Tribunal de Contas, MP de Contas e todas as instituições que trabalham com políticas de comando e controle, para que tenhamos uma interface, um modo de comunicação mais rápido e de maior eficiência de atuação”. 
Para a presidente da Conamp, Norma Cavalcante, o objetivo principal do congresso deve ser alcançado. “A região Norte está de parabéns por promover um congresso dessa magnitude. Estamos honrados com a casa cheia, com presenças de autoridades e com a palestra do governador”.
Dani Filgueiras - Gabinete do Governador
Agência Pará de Notícias

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