sábado, 2 de abril de 2016

Governo garante incentivos para consolidar a cadeia produtiva do açaí no Pará

Um decreto que concede incentivos específicos à cadeia produtiva do açaí foi assinado pelo governador Simão Jatene. O objetivo é contribuir para a geração de emprego e renda no Estado. Durante a solenidade também foram assinados protocolos de intenções, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), com quatro empresas que beneficiam açaí, as quais oficializaram o compromisso de verticalizar a produção.

Segundo o governador Simão Jatene, há necessidade de agregar valor à matéria prima produzida no Pará, desde o minério até a agricultura. “Ao invés de transportar minério bruto, o que nós queremos é que o minério seja transformado aqui no Estado, porque na extração gera pouco emprego; na transformação é que você gera mais emprego e mais renda.

Com o açaí é a mesma coisa. Se  simplesmente pegar o açaí, tirar a polpa e exportar, isso gera menos emprego do que se beneficiar o açaí no próprio Estado, e já exportar alguns produtos derivados do fruto. É isso que nós estamos tentando fazer em vários campos. É isso que nós queremos que aconteça aqui”, reiterou.

O governador enfatizou, ainda, a importância de manter estratégias de atração de negócios, mesmo diante da crise econômica que o Brasil enfrenta, e explicou que a concessão de incentivos pode parecer, de imediato, que o Estado está abrindo mão de recursos financeiros. Porém, ressaltou, a realidade do mercado apresenta justamente a atração de novas fontes de recursos por meio do fomento à geração de novos produtos.

“A atitude que estamos tomando hoje ao incentivar esse beneficiamento, essa agregação de valor no Estado, não é contraditória ao esforço que o Estado está fazendo de garantir redução de gastos. Alguém pode dizer equivocadamente que o governo está dando incentivo enquanto o Estado precisa de recurso. 

Mas é importante ter claro que incentivos fiscais significam mais emprego, mais renda e mais impostos”, garantiu Simão Jatene, destacando, ainda, a importância de incentivar a verticalização da produção, criando no Pará novas etapas na cadeia produtiva, para avançar muito além da simples extração de matéria prima.

Industrialização - O decreto, que entra em vigor nesta sexta-feira, permite ao governo conceder incentivos fiscais para empresas que verticalizem a produção do açaí, investindo na industrialização e ampliação da linha de produtos a partir da polpa do fruto. O objetivo dessa iniciativa é criar no Estado uma indústria consolidada, aproveitando uma das matérias primas mais preciosas e simbólicas que o Pará tem. 

“Nós precisamos transformar a indústria da polpa do açaí, que temos hoje no Pará, na indústria verticalizada do açaí. Precisamos fazer com que o fruto, que tem a cara do Pará, gere emprego e renda para o Estado”, ressaltou o titular da Sedeme, Adnan Demachki.

Junto com a assinatura do decreto de incentivos fiscais, o governo também oficializou protocolos de intenções com as empresas Amazon Wonderfoods e Argus, que estão se instalando em território paraense para beneficiar a polpa de açaí, produzindo sorvete, energético e até açaí em pó. 

As empresas Bela Iaça e Polpas São Pedro, que já atuam no Estado com produção de polpa, também assinaram o protocolo assumindo o compromisso de ampliar suas linhas de produção, e assim agregar valor aos produtos internamente, explicou Nivaldo dos Santos, da Bela Iaça Polpas de Frutas, Indústria e Comércio Ltda.

Competitividade - “Nossa principal intenção foi ampliar a produção e ter mais competitividade, além de trazer mais empregabilidade e desenvolvimento para o Estado do Pará. Eu acho que esse decreto é um marco muito importante para fazer com que as indústrias consigam deslanchar de vez, porque a redução de carga tributária se reflete no aumento da competitividade, tanto local como nacional”, destacou Nivaldo dos Santos. Segundo ele, a empresa vai trabalhar em produtos destinados ao consumidor final.

O presidente da Assembleia Legislativa do Pará, deputado Márcio Miranda, ressaltou “a coragem e ousadia do governo”, ao incentivar investimentos em uma época de séria recessão econômica no país. “O que o governo está fazendo é proteger e estimular a geração de empregos e a renda do povo paraense. 

O Legislativo irá sempre apoiar medidas como essas. É uma satisfação ver o Pará reagindo com atos e atitudes, enquanto todos os outros Estados da Federação cortam recursos e investimentos. Com isso, ganha o Estado, que protege sua economia, ganha o empresário, que protege seu negócio, e ganha o trabalhador, que protege o seu emprego”, afirmou Márcio Miranda.

Também participaram da reunião os representantes das empresas que assinaram o protocolo de intenções: Roberto Carlota, da Amazon Wonderfoods, e Gustavo Betzel, sócio-diretor da Argus; o presidente do Sindfrutas, Ben-Hur Borges; o superintendente e o diretor comercial do Banco da Amazônia, Marivaldo de Melo e Wilson Evaristo, respectivamente; o consultor técnico da Federação da Agricultura no Estado do Pará (Faepa), Dilson Frazão; o presidente 

A Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec), Olavo das Neves; o diretor geral da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), Luciano Guedes, e os secretários de Estado Alex Fiúza de Mello, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Técnica e Tecnológica (Sectet), e Hidelgardo Nunes, da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e de Pesca (Sedap).
Dani Filgueiras - Gabinete do Governador
Agência Pará de Notícias

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