sábado, 7 de maio de 2016

Comércio tem queda de 30% nas vendas no Dia das Mães

A esperança de aquecimento nas vendas para o Dia das Mães ficou mesmo para a última hora. Na tarde de ontem, lojistas continuavam se queixando do fraco movimento, cerca de 30% menor do que no mesmo período do ano passado. Em um dos shoppings de Belém, muitas pessoas estavam á procura do presente ideal, mas a movimentação no caixa ainda estava muito abaixo do esperado pelos comerciantes. “Ano passado estava melhor. Hoje já é sexta-feira e nada. Eu diria que as vendas caíram uns 30%. Eu espero, tenho fé em Deus que melhore amanhã. As pessoas podem ter deixado para última hora. Estou torcendo por isso”, declarou Célia Melo, gerente de uma loja de artigos para presentes. 

Ela contou que a movimentação no shopping em que trabalha começou a aquecer na última quarta-feira, mas mesmo assim ainda está bem abaixo das expectativas. Na loja gerenciada por Célia, a maioria das pessoas opta por compras no cartão, mas metade paga em débito automático e a outra metade no crédito.

Caixa de uma sapataria, Rosilene Oliveira também avaliou como fraco o movimento de vendas para o Dia das Mães, até ontem. Ela acredita que a queda nas vendas em comparação ao mesmo período do ano passado deve variar entre 20% e 30%. “Está demorando para aquecer. Ano passado, no começo da semana que antecede o Dia das Mães o shopping já estava bem mais movimentado”, lembrou. 

Na sapataria, a maioria escolhe o presente mais confortável e opta em pagar parcelado. “As pessoas nem olham pra beleza, vão pelo conforto”, disse Rosilene, que está confiante no movimento do sábado. “Acho que vai melhorar. Vou acreditar naquele ditado que diz que brasileiro deixa sempre pra última hora”, declarou. 

A mesma opinião tinha Amanda Brito, gerente de uma loja de roupas. “O nosso pensamento é sempre positivo”, afirmou. Ela admitiu, contudo, que os últimos dias não têm sido favoráveis e que o movimento na loja em que trabalha caiu entre 25% e 30%. “Não está suprindo as nossas expectativas. Está fraco em comparação ao ano passado. Eu digo que as pessoas não estão sem dinheiro, mas estão retendo o dinheiro”, avaliou. 

Segundo Amanda, a procura tem sido por preços mais acessíveis e a maioria das compras é a vista. No local, o item mais procurado para as mães são blusas. “A gente tenta associar os dois, blusa e calça, mas geralmente levam blusa”, disse ela. Para atrair os clientes, cada estabelecimento tem sua estratégia de promoção, incluindo, por exemplo, sorteio de um carro e quatro pacotes VIPs para os jogos Olímpicos do Rio da Janeiro. (O Liberal)

Nenhum comentário:

Postar um comentário