segunda-feira, 9 de maio de 2016

Dilma se isola no Planalto nos últimos dias no poder

Reportagem publicada na Revista Veja desta semana mostra como estão sendo os últimos dias da presidente Dilma Rousseff antes de deixar o poder, na quarta-feira, quando - ao que tudo indica - o Senado deverá afastá-la do cargo por 180 dias, dando continuidade ao processo de impeachment. De acordo com a matéria, entre os muitos enganos que a presidente Dilma cometeu desde que subiu pela primeira vez a rampa do Palácio do Planalto, um foi definitivo para selar seu destino. Dilma sempre teve certezas demais. Acreditou que seria capaz de “corrigir” certas leis de mercado, convenceu-se de que poderia governar apenas com quem bem quisesse e pensou que conseguiria pairar, impoluta, “acima da sujeira do PT”.

Circunstâncias pessoais e políticas ajudaram Dilma a erguer seu próprio muro. Tendo ocupado cargos gerenciais na maior parte da vida, aprendeu sobretudo a mandar. Subordinados conhecem bem o seu estilo. A presidente quer tudo para ontem (“Te dou meio segundo pra me trazer essa informação”).

Acha que entende de qualquer assunto (“O que ocê tá falando é uma besteira. Olha aqui, lição de casa pra você”). Impacienta-se diante de um trabalho que considera malfeito (“Ocês só fazem porcaria, só fazem m., pô”). Quando está exasperada, não deixa o interlocutor terminar as frases (“Ô... ô... ô, querido: negativo. 

Pode parar já”). Por fim, nos momentos de grande fúria, pode mesmo lançar objetos sobre o seu interlocutor (grampeadores de seu gabinete já tiveram de ser repostos mais de uma vez). A causa de tudo isso, segundo a revista, talvez seja o fato de ter recebido a presidência de bandeja, sem nunca ter precisado seduzir.
(Veja.com)

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