terça-feira, 24 de maio de 2016

Feira do Livro 2016 traz a experiência de 20 anos de sucesso e grandes desafios

Para celebrar duas décadas de existência, este ano a Feira Pan-Amazônica do Livro, ultrapassará as fronteiras dos países e fará uma grande reverência ao planeta Terra, como um espaço de todos, e trará como escritora homenageada a professora e doutora paraense Amarilis Tupiassú. A iniciativa chega a sua 20ª edição como um dos eventos literários mais importantes do país. O posto é fruto de um projeto desafiador do Governo do Estado de celebração da literatura e da cultura local e mundial. “A Feira é uma demonstração clara de que uma sociedade, se quiser, é capaz de romper barreiras e superar até o seu tempo. Recordo que na primeira edição, alguns diziam que não ia dar certo, que não tinha sentido fazer um projeto desse aqui no Pará, pois na Amazônia as pessoas gostam de ouvir rádio, mas não de ler. O fato é que a cada ano a Feira é um sucesso que se renova, inspirando as novas gerações”, afirmou o governador Simão Jatene.

Para o chefe do executivo estadual, a mostra literária é mais um dos desafios que foram colocados em destaque e ganharam reconhecimento durante sua gestão. “Foi a coragem para ousar que nos levou, mesmo sob críticas, a transformar esse evento em algo muito maior do que uma Feira, em uma celebração da nossa própria cultura, que sofre influência de diversas localidades do mundo”, acrescentou o governador.

No ano passado, o evento destacou o Japão e prestou homenagem ao escritor Ariano Suassuna, falecido em 2014. Na lista das últimas edições também estão Qatar, Portugal, Itália, França, Argentina, Peru, entre outros. Já em 2010, o centro da programação foi o continente africano com ênfase nos países que falam português, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe.

Números
De 1997 para 2016, o evento passou por mudanças que permitiram a sua solidificação no calendário paraense. Em suas primeiras edições, a Feira foi realizada no Centro Cultural Tancredo Neves (Centur), que comportava um pouco mais de 60 estandes, com uma média de público de 102 mil pessoas. Com o passar dos anos, outros lugares foram utilizados, como a Companhia Docas do Pará, um galpão no Hangar e o Centro de Eventos Júlio César. A partir de 2007, o evento passou a ser realizado no Centro de Convenções da Amazônia, que naquele ano recebeu 225 expositores distribuídos em uma área de 24 mil m².

No novo espaço, o número de visitantes também aumentou, passando para mais de 400 mil, que se manteve em 2015, ano que também contabilizou saldos positivos. Cerca R$ 17 milhões foram movimentados e 955 mil livros comercializados em 10 dias de evento, o que representa um crescimento de 15% em relação ao ano de 2014. Em 2015 também houve a ampliação das atividades com o projeto Pan no Município, que levou algumas atividades da Feira para o interior do Estado e entre as localidades que receberam está Moju, no nordeste paraense.

O Governo também investiu no incentivo à leitura com o programa Credlivro, criado em 2005. Na última edição, mais de R$ 4,5 milhões foram destinados a servidores da Universidade Estadual do Pará (Uepa), da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e da Junta Comercial do Estado do Pará (Jucepa) para a compra de livros durante a Feira e Salões do Livro das regiões do Baixo Amazonas e do Capim. Mesmo com o momento delicado que a crise econômica impõe ao Estado, o governo garantiu o bônus de R$ 200 este ano. Ao todo serão liberados R$ 4 milhões para cerca de 20 mil servidores de dez regiões paraenses.

Sobre a importância do estímulo à leitura, o governador reiterou. “Ela nos permite conhecer e levar a nossa imaginação além dos limites. Permite ainda uma maior integração entre o cidadão e o mundo globalizado. Ela supera a linha do tempo e do espaço e é por isso que eu acho que a Feira do Livro hoje já não é mais uma Feira do Livro, é uma homenagem a todas as formas de manifestação cultural, uma celebração da vida, pois não existe a possibilidade de uma vida inteligente e feliz sem cultura", finalizou Jatene.

Programação
Nos dez dias de Feira o público poderá conferir uma vasta programação com palestras, debates, conferências, workshops, mostra de cinema, gincanas literárias, oficinas, entre outros. Haverá, ainda, atividades destinadas ao público infantil com apresentações teatrais, contação de histórias, além de apresentações de danças e shows com artistas da terra.

Entre os autores já conformados estão o jornalista Paulo Markun; o escritor, pesquisador e cientista social, Carlos Moore; os escritores João Anzanello Carrascoza e Ziraldo, além do romancista e roteirista francês Jean Paul Delfino. Entre os paraenses estão Antônio Juracy Siqueira, Rosângela Darwich, Daniel Leite, Antônio Moura, Alfredo Garcia, Vicente Cecim, Salomão Laredo, entre outros.

A abertura da XX Feira Pan-Amazônica do Livro será no dia 27 de maio, às 19h, no auditório Benedito Nunes do Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém. A programação segue até o dia 5 de junho, sempre de 10h às 22h. A entrada é franca. Mais informações pelosite: www.feiradolivro.pa.gov.br
Lidiane Sousa Agência Pará

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