sábado, 28 de maio de 2016

Feira do Livro abre ao público com o mesmo sucesso de 20 anos de tradição

Com a participação de várias autoridades e representantes de diversas entidades, a abertura oficial da vigésima edição da Feira Pan-Amazônica do Livro, no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia, contou com a apresentação da suíte musical “Sagração da Natureza”, dirigida pelo maestro Luiz Pardal. O momento foi especial para a abertura da maior edição do evento, que este ano completa duas décadas de tradição. O secretário de Estado de Cultura, Paulo Chaves, representou o governador do Estado, Simão Jatene, na abertura da feira, no auditório Benedito Nunes. Considerado o maior evento literário da Amazônia - realizado pela Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e patrocinada pelo Banco do Estado do Pará (Banpará), Imprensa Oficial do Estado (IOE), Sesi e Banco da Amazônia , a Feira Pan-Amazônica do Livro soma este ano 109 expositores, distribuídos em 218 estandes. 

Ao todo, a feira estima oferecer mais de 90 mil opções de títulos literários, dos mais variados gêneros e para os mais diversos públicos. Espera-se que R$ 16,1 milhões em negócios sejam realizados durante esta edição. Este ano, a Feira do Livro soma cerca de 45% das participações de expositores vindas de livrarias e editoras de outros Estados - conforme atestou esta semana o representante da Associação Brasileira de Difusão de Livros (ABDL), Robério Pinto.

Além disso, o evento será integrado por uma grande programação, que inclui diversas palestras, oficinas e atrações culturais. A coordenação da Feira espera receber um total de cerca de 400 mil visitantes. Serão aproximadamente 40 mil pessoas esperadas para cada um dos dez dias de evento no Hangar.

“A Feira Pan-Amazônica do Livro é hoje um dos principais eventos culturais do Brasil. É uma honra estar participando desse encontro representando nossa entidade, que tem a missão de levar livros a várias capitais e fomentar a leitura a tantas localidades do País”, resumiu o presidente da ABDL, Leandro Carvalho, um dos convidados da cerimônia de abertura. “É nos sonhos que seguem albergados a criatividade, a invenção e os desejos.

 E o sonhar é preciso. Fernando Pessoa dizia que um homem é do tamanho de seus sonhos. Herbert Marcuse defendia que a utopia não é alucinação, é transformação. É aquilo que poderia estar no lugar do que existe hoje. Então, viva a vigésima Feira Pan-Amazônica do Livro, viva o livro e viva o Pará”, arrematou o secretário Paulo Chaves.

Paulo Chaves também fez uma menção especial à homenageada da feira deste ano, a escritora Amarílis Tupiassú. “É uma justiça aos anos de sacerdócio à literatura na UFPA e pelos anos de contribuição à Feira”.

Literatura - A expansão do evento, num panorama de seus vinte anos de história, pode ser medida pelos novos expositores da feira deste ano. Estarão estreando nos estandes do Hangar a Câmara dos Deputados, a Pará Tecnologia e o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), além das editoras e livrarias Pakatatu, H&J Livros Técnicos, Promolivros, Fases Livros, Clube Amigo do Livro, Trem da Leitura (representando editoras mineiras como a Aletria, Dubolsinho, Fino Traço, Mazza, RHJ e UniDuni), Mundo dos Livros Disney, DCL, Girassol, Rideel, Melhoramentos, Livraria Nacional, Editora Intersaberes e Bookshop Livraria e Sebo.

Superação - “A Feira Pan-Amazônica do Livro é uma demonstração clara de que, se uma sociedade quiser, é capaz de romper barreiras e superar até o seu tempo. Recordo que, na primeira edição, alguns diziam que não ia dar certo, que não tinha sentido fazer um projeto desse aqui no Pará, pois na Amazônia as pessoas gostam de ouvir rádio, não de ler. O fato é que a cada ano a feira é um sucesso que se renova, inspirando as novas gerações”, afirmou recentemente o governador Simão Jatene sobre os vinte anos do evento.

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Para o chefe do Executivo estadual, a mostra literária é mais um dos desafios que foram colocados em destaque e ganharam reconhecimento durante sua gestão. “Foi a coragem para ousar que nos levou, mesmo sob críticas, a transformar esse evento em algo muito maior do que uma feira, em uma celebração da nossa própria cultura, que sofre influência de diversas localidades do mundo”, acrescentou o governador.

No ano passado, a Feira Pan-Amazônica do Livro deu destaque ao Japão e prestou homenagem ao escritor Ariano Suassuna, falecido em 2014. Nessa lista de referências também já figuraram nas últimas edições Qatar, Portugal, Itália, França, Argentina e Peru, entre outros. Em 2010, a programação foi toda dedicada ao continente africano e aos países que falam português: Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe.

Historia - De 1997 a 2016, as transformações vividas pela feira consolidaram sua presença no calendário cultural paraense. As primeiras edições, sediadas no Centro Cultural Tancredo Neves (Centur), comportavam pouco mais de 60 estandes, público médio de 102 mil pessoas. Nesses 20 anos, a feira já foi abrigada também pela Companhia Docas do Pará, por um galpão no Hangar e pelo Centro de Eventos Júlio César. 

A partir de 2007, o evento finalmente passou a ser realizado no Centro de Convenções da Amazônia: naquele ano somou 225 expositores em 24 mil m² de feira. No novo espaço, o número de visitantes cresceu: passando para mais de 400 mil a cada edição. Em 2015, contabilizou R$ 17 milhões movimentados e 955 mil livros comercializados em 10 dias de evento: um crescimento de 15% em relação a 2014.

Homenagens - A escritora homenageada da edição da feira deste ano é a paraense Amarílis Tupiassú - que no dia 2 de junho lançará, durante a feira, seu novo livro, "Escritores da Amazônia e de outros nortes: uma leitura inquieta". Este ano a Feira Pan-Amazônica do Livro não tem um único país homenageado, como geralmente se faz todos os anos. Com o mote “Terra, o país de todos”, a vigésima edição da feira faz uma homenagem ao planeta, propondo reflexões e debates sobre sua sustentabilidade e os esforços pela paz entre diferentes povos e nações.

"Escolhemos homenagear o país de todos nós, a Terra. Procuramos focar os principais temas nessa direção, por uma convivência pacífica e harmoniosa em todo o planeta, respeitando-se as diferenças e o ambiente”, pontuou o secretário de Estado de Cultura, Paulo Chaves.
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Serviço:  XX Feira Pan-Amazônica do Livro, de 27 de maio a 5 de junho, no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia. Visitação: de 10h as 22h. Entrada franca. Programação completa e inscrições no www.feiradolivro.pa.gov.br. 
Por Lázaro Magalhães - Agência Pará

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