sábado, 21 de maio de 2016

Lobista implicado na Lava Jato tem ligação com Barbalho

A edição de quinta-feira, 5, da ‘Folha de S. Paulo’, traz um perfil revelador do paraense Jorge Luz, 72 anos, radicado no Rio de Janeiro desde os anos 1970, a partir de informações repassadas à Operação Lava Jato pelo lobista Fernando Soares, 48 anos, o Fernando Baiano, considerado um dos grandes operadores da corrupção na Petrobras. De acordo com Baiano, Luz foi o padrinho que lhe abriu as portas dos diretores da estatal e de políticos. Luz tem uma ligação especial com o PMDB, especialmente com o conterrâneo senador Jader Barbalho.

Engenheiro, empresário e lobista, Jorge Luz vem sendo tratado pelos investigadores como uma espécie de “operador dos operadores”. De acordo com a ‘Folha’, ele é citado nas delações de Baiano e de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras. Policiais federais contam que foi na casa de Luz que Baiano se abrigou antes de se entregar à Justiça Federal, em Curitiba.

A ligação de Luz com o PMDB começou durante a ditadura militar. Em 1972, trabalhava no Rio como desenhista industrial na Companhia Telefônica Brasileira (CTB), que daria origem à Telemar, atual Oi. Articulado e viajando muito pela CTB, começou a fazer contatos com políticos, especialmente no Pará, sua terra natal, onde conheceu o conterrâneo Jader Barbalho, atualmente senador pelo PMDB.

Em 1986, durante o governo de José Sarney, o engenheiro iniciou seu lobby na Petrobras, segundo contou Paulo Roberto Costa em sua delação. No fim daquela década, decidiu apostar no então candidato à Presidência Fernando Collor de Mello, que fez algumas de suas viagens de campanha em aeronaves da Rota Engenharia. Políticos contam que Luz chegou a indicar nomes para o ministério de Collor.  “O Jorge é um lobista dentro da Petrobras desde sempre”, disse Costa, indicado pelo PP para a estatal, em seu depoimento. (O Liberal)

Nenhum comentário:

Postar um comentário