sexta-feira, 6 de maio de 2016

Pará apresenta ao BID resultados positivos na área da educação

“Estamos extremamente contentes com os resultados apresentados aqui pelo estado do Pará. Acreditamos que é uma parceria de sucesso que contempla positivamente estudantes e professores”. A opinião é de Emiliana Vegas, chefe da Divisão de Educação do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Ao lado de outros 20 representantes de secretarias estaduais e municipais de todo o Brasil e fundações e órgãos, todos ligados à educação, Emiliana assistiu em Brasília, ontem quinta-feira, 5, a uma exposição sobre como está a educação no estado do Pará.

No auditório da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), o encontro “Soluções Efetivas em Educação”, promovido pelo BID, serviu para que fossem apresentados relatórios sobre como estão sendo utilizados os investimentos feitos pelo banco, por meio de convênios com governos estaduais e municipais brasileiros. Com bons resultados a serem apresentados, o Pará foi um dos estados escolhidos para falar no encontro. A secretária de Educação do Estado, Ana Cláudia Hage, e o coordenador do Escritório de Projetos da Seduc, Paulo Machado, foram os expositores.

O encontro serviu para que os participantes compartilhassem experiências vitoriosas a partir do financiamento do BID, além de traçarem um perfil de como está, hoje, a educação em seus estados e municípios. Dificuldades que enfrentam com seus sistemas educativos, formação de professores, uso da tecnologia na educação e educação integral também foram temas abordados no encontro.

A secretária Ana Cláudia Hage ressaltou, durante a palestra, que os recursos obtidos junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento estão inseridos no Pacto Pela Educação, projeto lançado durante a gestão do governador Simão Jatene para alavancar o ensino em todo o estado do Pará em todas as suas vertentes, fundamental, médio, superior e educação indígena.

O Pacto, segundo Ana Cláudia, garante o acesso e a permanência de crianças e jovens em escolas com educação de qualidade, prioridade do Governo do Estado. "Estamos conseguindo integrar diferentes setores e níveis de governo, da comunidade escolar e da sociedade civil organizada com o objetivo de promover a melhoria da qualidade da educação", disse a secretária.

Resultados
Entre os resultados já obtidos pelo Pacto pela Educação está o ingresso de 2.910 novos profissionais na rede de ensino e o aporte de R$ 6,9 milhões em recursos na capacitação de 6.794 profissionais, entre professores, gestores e técnicos da área. Outro avanço é a saída de 14 mil alunos da condição de analfabeto, graças ao programa Brasil Alfabetizado (Mova Pará), que tem como meta erradicar o analfabetismo no Estado.

Ainda em 2015, o Estado atendeu 320.797 alunos no Ensino Médio; desses, 22 mil fizeram cursos nas 18 escolas tecnológicas mantidas pela rede estadual, contribuindo para a capacitação profissional de jovens em todo o Pará. Para assegurar um atendimento dessa abrangência, o Governo investiu, no ano passado, R$ 135 milhões em obras de infraestrutura escolar e destinou R$ 56 milhões para a aquisição de materiais, serviços e equipamentos.

Foram concluídas sete novas escolas nas regiões de integração, o que significa a abertura de 7,4 mil novas vagas na rede escolar, com destaque para 1.440 no ensino profissionalizante. Em reformas e ampliações, foram beneficiadas 36 escolas em 10 regiões. Mais 40 obras estão sendo executadas e 14 escolas seguem em construção.

Foram investidos, ainda, recursos da ordem de R$ 268,1 milhões em programas voltados à manutenção, melhoria, interiorização e qualidade do ensino superior e no desenvolvimento da ciência, pesquisa e extensão. Nos últimos três anos, a Universidade do Estado do Pará (Uepa) atendeu, em média, 16 mil alunos por ano, com a oferta de 26 cursos de graduação, 28 cursos de pós-graduação, sete mestrados e um doutorado.

Para 2016, entre outras ações previstas no Pacto, serão construídos planos de ação nas escolas, a partir dos indicadores educacionais de cada unidade de ensino, visando aumentar a proficiência dos estudantes, combater a distorção idade-ano escolar, repetência e evasão escolar.

Investimentos
O Banco Interamericano de Desenvolvimento tem hoje investidos na educação do Pará US$ 350 milhões em programas de expansão da cobertura e melhoria da qualidade da educação básica, com contrapartida local. Do total de recursos previstos no programa de expansão de cobertura e melhoria da qualidade da educação básica do Estado do Pará, cerca de US$ 220 milhões serão investidos na infraestrutura de escolas da rede estadual.

Esse recurso equivale a mais de 62% do montante adquirido junto ao BID, somados à contrapartida local. Serão aplicados US$ 100 milhões especificamente na ampliação, reforma e aquisição de equipamentos de 358 unidades escolares, dos quais US$ 57.342,05 de recursos do empréstimo junto ao BID e US$ 43 milhões de recursos locais.

O programa paraense tem como principal meta elevar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em 30% em cinco anos. O recurso financeiro a ser obtido será aplicado na ampliação, recuperação e modernização da infraestrutura, melhoria da qualidade de ensino e aperfeiçoamento da gestão da rede estadual até 2017.

A construção do projeto paraense de reversão do cenário da qualidade da educação básica começou em 2011, com a identificação de indicadores e o diagnóstico da situação do ensino no Estado, quando foram identificadas e confirmadas deficiências, como aprendizagem baixa, condições de infraestrutura inadequada, alta distorção idade versus série entre os estudantes, além de poucos avanços no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), principal indicador da qualidade da educação básica, desde sua criação em 2005.

O Ideb é um indicador bienal criado em 2005 e aplicado a partir de 2007, que avalia as escolas municipais, estaduais e particulares da educação básica brasileira. Participam do levantamento estudantes dos anos iniciais (4ª e 5ª série) do Ensino Fundamental, das séries finais (8º e 9º ano) do Ensino Fundamental e do 3º ano do Ensino Médio. 

O indicador é calculado a partir do desempenho dos alunos na Prova Brasil, que avalia as habilidades em português e matemática; e do fluxo, que mede os índices de aprovação ou reprovação dos estudantes e de abandono.
Pascoal Gemaque - Agência Pará

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