terça-feira, 3 de maio de 2016

Polícia Civil ganha o reforço do primeiro laboratório de imagens

A Polícia Civil do Pará passou a contar com um inédito Laboratório de Imagens destinado especificamente para a investigação criminal. O novo espaço, que funciona no complexo da Polícia Civil do Pará, foi instalado no mês de março e já atua na elucidação de sete casos, cinco em Belém e dois no interior do estado. São investigações importantes, encaminhadas pela Divisão de Homicídios, nas quais é necessária a averiguação de vários detalhes.

O laboratório utiliza o método da Perícia Prosopográfica na análise de fotos ou vídeos coletados nos locais de crimes, como forma de auxiliar a investigação policial na identificação dos autores. O trabalho é realizado das 8h às 18h, e eventualmente aos finais de semana, por cinco papiloscopistas, profissionais da Polícia Civil encarregados da identificação humana, seja por meio das impressões digitais ou da face.

O laudo prosopográfico consegue a identificação dos criminosos a partir da comparação com as imagens capturadas, utilizando técnicas como sobreposição de imagens e análise de foto antropométrica (marcação de pontos na face), que podem atestar a compatibilidade fisionômica ou não entre elas. 

“A técnica prosopográfica trabalha com quatro análises: a holística, que é a genérica; a morfológica, que analisa os contornos dos traços do rosto; a sobreposição de imagens e a análise complementar, abordando aspectos como modo de andar ou alguma peculiaridade que o possa distinguir de outros acusados”, explica Emerson Menezes, coordenador do Laboratório, que este ano participou de uma capacitação no Instituto Nacional de Identificação (INI), em Brasília, para implantação do serviço inédito em Belém. A ideia surgiu a partir de casos elucidados em outros estados onde o serviço da perícia prosopográfica foi implantado.

“Percebemos que alguns casos de identificação ficavam parados e resolvemos apresentar esse projeto ao delegado geral, para a implantação do laboratório”, disse Ricardo de Paula, diretor do Instituto de Identificação da Polícia Civil. O novo serviço trabalha em cima de imagens capturadas pelo Centro Integrado de Operações (Ciop) e também por câmeras instaladas em locais públicos, como farmácias, bancos e outros estabelecimentos. 

“É um  trabalho preciso, onde a gente persegue o máximo de proximidade nas comparações e capturas de imagens, para auxiliar no esclarecimento de dúvidas em relação aos casos investigados”, detalhou Ricardo de Paula. 

Segundo ele, a população vai perceber os avanços tecnológicos trazidos por essa técnica a partir do momento em que os casos começarem a ser elucidados, na prática, com a ajuda do laboratório. A implantação desse serviço inédito resultou de um investimento de R$ 50 mil usados na aquisição de computadores, scanners de precisão e máquinas fotográficas.

No Ciop, das 188 câmeras de monitoramento espalhadas pela área metropolitana de Belém, 112 são acompanhadas diariamente por policiais civis e militares, além de voluntários que se revezam em quatro turnos. O monitoramento funciona 24 horas e é controlado diretamente da base operacional do Centro Integrado, no bairro da Cidade Velha. 

Todas as câmeras permitem um giro de 360 graus e uma aproximação de até mil metros. Através delas, é possível registrar detalhes como nos casos de venda de drogas em vias públicas, onde é possível saber onde o entorpecente é escondido ou para quem foi vendido.

Os serviços do Laboratório de Imagens da Polícia Civil devem aperfeiçoar o trabalho do Ciop, que em breve terá o efetivo do monitoramento reforçado. “Queremos aumentar nosso efetivo em 40%, para que possamos dar um suporte maior para esse serviço da Polícia Civil e, assim, integrar mais a segurança do Estado”, disse o diretor do Ciop, tenente coronel Marcos Miranda.
Syanne Neno - Secretaria de Estado de Comunicação
Agência Pará de Notícias

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