quarta-feira, 15 de junho de 2016

Alguns Condutores da Tocha Olímpica em Santarém

Vencendo o preconceito e mostrando que não há limitação para as artes

A única limitação de um portador de Síndrome de Down é o preconceito. Nas aulas de artes, por exemplo, eles são os mais habilidosos porque têm uma sensibilidade mais aflorada. E Rodrigo Ribeiro Figueira, aluno da Associação de Paes e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Santarém, é prova viva disso. Rodrigo iniciou seu atendimento na Apae, no ano de 2005. E durante sua trajetória na instituição, mostrou-se habilidoso para as artes (dança) e para o esporte (atletismo).
Atualmente, Rodrigo integra o grupo de dança da Apae-Santarém, e também é atleta na modalidade de atletismo, o que já lhe rendeu várias medalhas e a possibilidade de representar a instituição nas olimpíadas regional e estadual das Apae’s em agosto de 2005, obtendo a classificação para as Olimpíadas Nacionais na modalidade Atletismo (110 metros livre). Superação é uma das palavras que regem a vida de Rodrigo Ribeiro.

O renascimento pelo esporte. A saga de Daniel

Daniel Pereira Machado, selecionado para ser condutor da Tocha Olímpica, em Santarém, tem uma história de renascimento por meio do esporte. Nascido em 07 de setembro de 1985, em Manaus (AM), veio para Santarém ainda criança, onde vive até hoje com sua família.

Sua paixão pelo esporte começou na inacabada quadra da Escola Estadual Frei Ambrósio, onde jogava bola com os colegas nos intervalos das aulas. O ótimo desempenho nas quadras fez Daniel sonhar em um dia ser um grande jogador de futebol.

Na adolescência o amor pelo futebol só cresceu e a dedicação levou Daniel a conquistar alguns títulos no esporte amador. Chegou a atuar na categoria de base do Sub-20 da Tuna Luso – clube da capital paraense -, porém o sonho chegou ao fim em 18 de maio de 2008, quando em um acidente automobilístico, o jogador promissor teve a perna amputada.

“No primeiro momento, o sofrimento foi o único sentimento existente em mim. Mas, superada a fase mais difícil, da reabilitação, o esporte me possibilitou mais uma vez a alegria de viver e competir. Hoje, sou integrante de um time de vôlei sentado e este esporte paraolímpico me motiva e me faz acreditar que podemos superar os obstáculos que a vida nos impõe”, declara Daniel.


Trajetória de professor mostra que Esporte e Educação caminham de mãos dadas

Um dos 100 condutores da Tocha Olímpica Rio 2016, em Santarém, é o professor de Educação Física Jean Mendes. A trajetória do professor é marcada por uma ligação afetiva com o esporte e a educação.

Jean iniciou sua vida no esporte aos 14 anos de idade, em 1991, na modalidade de corrida de rua e nos anos seguintes em pistas de atletismo, disputando provas de 400m e 800m. Posteriormente, em provas de fundo (5km, 10km e Maratonas).

Aos 18 anos, ingressou no Triathlon, modalidade na qual ficou por cerca de quatro anos.
“A vivência no esporte me vez vislumbrar uma área de atuação profissional – a educação física. Após 10 anos sem competir, retornei ao Triathlon. Hoje sou atleta e professor de educação física. Minha trajetória mostra que o esporte e a educação caminham juntos, e que têm uma força transformadora extraordinária”, afirma Jean.


Campeão no esporte e vencedor na vida. Tem borari no Triatlhon

O jeito tímido de Iure Patrício Corrêa Dias não revela a força, a garra e a determinação desse jovem atleta de Alter do Chão, descendente do povo Borari, que vem despontando no cenário estadual e nacional como promessa do Triathlon.

A vida esportiva começou em 2008. Quem vê as medalhas e troféus conquistados em competições dentro e fora de Santarém, nem imagina as muitas dificuldades e obstáculos que Iure teve de superar.

“Minha vida tem sido uma sucessão de batalhas. Mas, graças a Deus, as minhas vitórias servem de exemplo para muitos jovens da minha faixa etária, com os quais convivi na adolescência, que não souberam aproveitar suas vidas e as oportunidades que surgiram. 

Atualmente, participo de provas nacionais, estaduais e municipais na modalidade Triathlon. Este foi um esporte que mudou a minha vida. Em 2010, tive o privilégio de estar entre os três melhores colocados em nível nacional na minha categoria e hoje faço parte do grupo de corredores de elite na minha região”, conta.

Iure faz da natação, do ciclismo e da corrida seu projeto de vida e história construída com muita luta vem sua força para se tornar um campeão no esporte e um vencedor na vida. “Sempre fui um sonhador e isso me mantém vivo”, assegura.

Muay Thai inspira atleta a ser protagonista da sua história

Medalha de prata em torneio internacional de Muay Thai realizado na Alemanha, em 2015, a história de sucesso nas artes marciais de Breno Corrêa, um dos 100 condutores da Tocha Olímpica, em Santarém, começou por força do destino. Ainda na infância, começou a se interessar por artes marciais inspirado pelos filmes de Hollywood.

Na adolescência, como muitos adolescentes, enfrentou dificuldades e sua pior luta foi a separação dos pais. O fim do relacionamento dos pais causou profunda revolta em Breno. Foi quando ele decidiu se dedicar ao Muay Thai e esse objetivo foi alcançado em Manaus (AM), onde passou sete dias disputando competições oficiais e não oficiais.

Sua primeira luta foi contra um atleta muito experiente, mas Breno não se intimidou e assim obteve sua primeira vitória. A partir daí, passaria por cima de seus oponentes com a determinação de ser protagonista de sua própria história.

Entre as conquistas de Breno até aqui, um dos destaques foi seu primeiro campeonato, o CF CUP Champions Factory, competindo com os melhores atletas do Brasil na característica do MMA. Em seguida ganhou o torneio chamado Opnen Coliseu Interstilus.
Após a conquista, Breno teve de retornar a sua terra natal em razão de problema de saúde de seu pai. Era hora de ficar junto da família.

Breno, então começou a se destacar em Santarém com sua habilidade de luta. Em 28 de março de 2015, foi a Belém disputar o Campeonato Paraense e mais uma vez sagrou-se campeão em sua modalidade, o que lhe guindou para o cenário nacional e lhe rendou convocação da Confederação Brasileira de Combate para representar o Brasil na Alemanha, em campeonato mundial de Muay Thai.

Apesar da dificuldade financeira, Breno foi, com determinação e garra para a disputa, onde obteve no dia 18 de outubro de 2015, o 2º lugar da competição internacional, trazendo no peito a medalha de prata.
Por tudo isso, Breno é destaque no esporte local, estadual e nacional, e um grande exemplo de superação por meio do esporte.

Canoísta vence a depressão e atravessa fronteiras

O esporte é mesmo libertador. Um exemplo claro disso, é a vitória de Francenildo Sousa sobre a depressão, pela prática cotidiana da canoagem.
Quem já teve depressão ou conviveu com alguém que passou pelo problema, sabe o quanto é tênue a linha da vida. Num momento o depressivo está bem, noutro, pode chegar ao ponto de tirar a própria vida. E não foram raras as vezes que pensamentos de suicídio vieram à cabeça de Fracenildo, mas a canoagem felizmente o libertou.

“Sou atleta de canoagem há 14 anos. Comecei aos 15 e nunca parei. A canoagem foi muito importante num momento difícil da minha vida, pois foi por meio desse esporte que eu superei uma depressão. Às vezes olho para frente e sonho em estar no topo e fico imaginando o que teria acontecido se tivesse tirado a minha vida tempos atrás. Arrependo-me desse pensamento e agradeço a Deus por me apresentar esse esporte. Um dia, quero poder apresentar esse esporte a outras pessoas, pois sei que outros podem ter a mesma oportunidade de crescimento que eu tive”, disse Francenildo.

Após vencer a depressão e focar na canoagem, Francenildo teve a oportunidade de competir na Europa e de remar com vários campeões olímpicos e mundiais.
 Ascom/SEMJEl - Sílvia Vieira - Contato: (93) 99134-8427
 PMS/SEMJEL/CCOM

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