sexta-feira, 3 de junho de 2016

Harley-Davidson Softail Deluxe; luxo e tradição

Pilotar uma Harley-Davidson é sempre confortável, mas sair pelas ruas com uma Softail Deluxe é um verdadeiro desfile. O visual é imponente, o que faz as pessoas, independentemente do conhecimento sobre motos, ficarem com olhos arregalados.
Especialmente essa versão avaliada, que mescla dois tons de roxo com pigmentos metálicos e suas infinitas partes cromadas. As mulheres amaram e nem quiseram saber qual é a potência do motor, se tem sistema ABS ou se vem com alarme de aproximação de fábrica. O visual é sempre o principal diferencial e a Harley-Davidson sabe disso. Não é à toa que mantém a Deluxe na linha, sempre reluzente e atualizada.

Ela pertence a família Softail, assim como a famosa Fat Boy, mas visualmente não seria exagero dizer que ela é como um Cadilac Coupe Deville 1959. Sabe aquele com rabo de peixe e pneus faixa branca, normalmente cor-de-rosa, que a gente vê em filmes? Então, assim é uma Deluxe, mas ela é modelo 2016.

Não é porque ela tem pneus faixa branca, rodas raiadas, grandes para-lamas com acabamentos cromados e imensos faróis redondos, também cromados, que ela seja uma moto velha. Muito pelo contrário, além de ABS e injeção eletrônica sequencial, para 2016, ela já vem de série com piloto automático.


O motor 103 que equivale a 1 690 cm³, além das seis marchas e pouca vibração, chama a atenção pelo incrível torque. No dinamômetro, o bicilíndrico rendeu 55,6 cv de potência máxima a 5 500 rpm, com pico de torque de 8,36 kgf.m a baixíssimas 2 840 rpm. Já sabíamos das qualidades desse motor. Falar que utilizamos pouco o câmbio porque as retomadas são vigorosas ou dizer que a potência máxima, apesar de baixa, é mais do que suficiente para os mais de 300 kg da moto, é redundante.

Esse motor 103 é realmente fantástico para as ruas, mas ficamos em dúvida de como ele seria na estrada e como ficaria o consumo se a utilizássemos freando e fazendo retomadas ao melhor estilo Deus me livre. Então, resolvemos viajar com a Deluxe, até Morungaba, cidade do interior de São Paulo famosa pela estrada sinuosa que leva até lá. Não é à toa que ali é ponto de encontro da maioria dos proprietários de motos esportivas do Estado. 

Motos Harley-Davidson, e specialmente a Deluxe, não foram feitas para esportividade em curvas, mas ela nos surpreendeu. Acompanhado de dois amigos, um com uma BMW R 1200 GS e outro com uma Honda CB 650F, a Deluxe não fez feio. Sim, é evidente que ela não inclina muito e temos que entrar em curva imaginando que a frente não vai passar exatamente onde gostaríamos, mas a força das retomadas é bem divertida.

O guidão largo, o banco baixo e as plataformas dos pés garantem boa dose de conforto e o ABS oferece confiança para frear forte com o traseiro e sentir a gigante massa reduzir velocidade. Para a direita, ela inclina menos, por causa do escapamento, mas é notável o excelente trabalho das suspensões e das carcaças dos pneus.

Equipada com exclusivos Dunlop de 16 polegadas, chama a atenção como eles conseguem ser confortáveis e suportar grandes “patadas” ainda inclinados, sem parecer um pudim.

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