quinta-feira, 2 de junho de 2016

Lava Jato investiga pagamento de R$ 591 mil à mulher de Cunha

Um pagamento de R$ 591 mil realizado por empresa do grupo Libra, doadora do PMDB, à mulher do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Cláudia Cruz, está sendo investigada pela Operação Lava Jato em Curitiba. Segundo informações da Folha de S.Paulo, este valor foi identificado pelos investigadores nas contas da empresa C3 Produções Artísticas e Jornalísticas, de Cláudia. A Libra opera um terminal no porto de Santos, área de influência do PMDB e do presidente interino Michel Temer.
Os investigadores da Lava Jato fizeram perguntas a Cláudia Cruz sobre o pagamento e sobre os acionistas da empresa em depoimento prestado por ela em abril à força-tarefa. Ela disse não se recordar do motivo do repasse. "Não se recorda a razão do pagamento de R$ 591.254,99 que a empresa C3 recebeu da Libra Terminal em abril de 2007", diz trecho do depoimento.
 
Ainda de acordo com a Folha, Cláudia afirmou, em depoimento à força-tarefa da Lava Jato, que a abertura de sua conta secreta no exterior foi sugerida por Eduardo Cunha e que ele próprio autorizava os gastos em lojas de luxo.
 
Claudia disse acreditar que os recursos eram provenientes de atividades de Cunha no mercado financeiro e empresarial e que nunca fez perguntas sobre a origem do dinheiro.
 
Um dos argumentos usados por Eduardo Cunha para justificar o patrimônio no exterior é que vem de trabalho em comércio exterior nos anos 1980. Além disso, o deputado afirmou ao Conselho de Ética que apenas era "dependente" da conta de cartão de crédito de Cláudia.
 
Segundo Cláudia, ela "perguntava a Eduardo Cunha se poderia fazer aquisições de luxo e ele autorizava". Afirmou ainda que quem levou os formulários para ela assinar, referentes à abertura da conta, foi o marido, autor da sugestão da abertura.
 
A mulher do deputado afirmou ainda que não sabia o saldo da conta e nunca estranhou ela estar sempre com dinheiro. "A depoente não tem ideia de quanto ganha um deputado federal", diz o depoimento.
 
O depoimento de Claudia foi dado no dia 28 de abril, sob o acompanhamento de seu advogado.
 (Com informações da Folha de S.Paulo)

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